E o futuro, como fica?

por Bento Abreu

Desde o advento da internet comercial, em meados dos anos 90, os futurólogos de plantão discutem sobre o que acontecerá com os jornais. Uma pesquisa recente realizada pela Zogby International para o Fórum Mundial de Editores e para a Reuters indicou a tendência dos jornais se tornarem gratuitos e mais analíticos.

Ao todo foram ouvidos 704 executivos de jornais do mundo inteiro, sendo que a maioria se mostrou otimista com o futuro de suas publicações, embora admita que os modelos de negócio ainda precisam de muitos ajustes para se adequarem à era digital.

Para 56% dos entrevistados, as notícias, tanto no meio papel, quanto em on-lines, serão disponibilizadas para o público gratuitamente no futuro. Há cerca de um ano, em levantamento semelhante, a opinião era compartilhada por 48% dos executivos. Outra informação importante é que cerca de 66% acredita que em 10 anos a forma mais comum de consumir notícias será por meio da internet e celulares.

Entre tantos dados, o que realmente está tirando o sono dos executivos é a diminuição constante, e até agora aparentemente irreversível, do número de leitores jovens. Enquanto não se chega a um consenso sobre como reverter a tendência, Kyle Bean, jovem designer norte-americano já ofereceu sua versão sobre o futuro dos livros… 

Ela está chegando…

por Vitor Pavarini

Você sabe o que é a Web 1.0? E a 2.0?

E se eu te dissesse que em menos de quatro anos a internet evoluiu mais um estágio e o burburinho em torno da 3.0 ou Web Semântica já começa tomar conta de jornais, blogs e fóruns? Hoje o jornal La vanguardia publicou uma matéria sobre esta nova etapa: a era da internet inteligente e personalizada. Resumidamente, a idéia consiste na transformação de informação em conhecimento através do cruzamento de dados armazenados, auxiliando dessa forma o internauta na tomada de decisões. 

“Por exemplo, se uma pessoa prepara um jantar importante e não tem idéia de vinhos, poderá perguntar a seu ‘agente inteligente’ na Internet - uma máquina de busca interativa, como um secretário virtual - com que bebida poderia acompanhar o prato que prepara. O agente lhe dará a resposta correta porque conhecerá os gostos do usuário e os de sua acompanhante, terá acesso a uma informação que classifica os vinhos em função da colheita e dos alimentos com que combinam bem. Para isso, toda a informação deve estar na Internet e armazenada de forma correta”, exemplificou o jornal.  

É a figura do RP 2.0 entrando em cena.  

Mesmo assim muitas empresas ainda não abriram os olhos para esta tendência de personalização, individualização e de uma comunicação peer-to-peer. Essa “inteligência artificial” vai muito além do mapeamento e identificação dos espaços-chave. Mesmo com uma atuação global, será imprescindível que as corporações mantenham uma conversa direta e customizada com cada consumidor.

Quem não estiver preparado para esta tendência corre o risco de sofrer o mesmo destino dos Tyrannosaurus Rex…Afinal, cada um tem seu próprio gosto! :)

Na velocidade da internet

Lembram do post publicado em 22 de abril com alguns dados para reflexão? Não demorou muito e a resposta já tomou conta da internet: o Google foi eleito a marca mais valiosa do mundo, segundo ranking promovido pela consultoria Millward Brown.

“Segundo os dados, o valor atual da marca Google corresponde ao montante de US$ 86 bilhões, número que representa um aumento de 30% em relação à avaliação realizada no ano passado, quando a corporação já havia recebido o título de marca mais valiosa do mundo. No ano de 2006, a marca ocupava o sétimo lugar da lista, com valor estimado de US$ 37,4 bilhões”, divulgou o Meio & Mensagem.

Superando as empresas dos setores de eletroeletrônicos, bens de consumo, automotivo, entre outros, a empresa de tecnologia prova que nem precisamos esperar muito tempo para entender o que vem pela frente (e dar a real importância para o valor das marcas nesse cenário)!

Privacidade na era digital

por Bento Abreu

O G1 publicou texto, baseado em reportagem do Hollywood Reporter, que estimula a já tradicional discussão sobre como vai ficar o conceito de privacidade com o desenvolvimento da internet. A matéria traz declarações sombrias do diretor Barry Sonnenfeld (Homens de Preto). Para o cineasta, a internet está se tornando onipresente e seria uma ameaça à democracia. “Ela (internet) possui um caráter hipnótico. As crianças e os jovens passam o dia todo nela e estão crescendo sem ter noção do direito à privacidade e, na realidade, sem compreender sua necessidade.”

Sonnenfeld ainda enxerga outras conseqüências do fascínio exercido pela web. “Como a geração do Facebook não está preocupada com o que os outros sabem sobre ela, esses jovens não farão objeção à supervisão, espionagem e intervenções governamentais ainda maiores. Acharão o máximo que a internet será capaz de acompanhar cada passo que dão.”

Dreamstime

Este cenário me fez lembrar de V de Vingança - filme dos irmãos Wachowski baseado em HQ de Alan Moore, clique aqui para ver o trailer -, que apresenta uma Inglaterra, em um futuro não tão distante, dominada por um governo totalitário e invasivo que se mantém no poder graças a uma política de imposição de medo na população. Mesmo a história tendo sido escrita nos anos 80, sob a inspiração do governo de Margaret Thatcher, não dá para ignorar as semelhanças com as estratégias dos falcões de Washington.

Claro que previsões alarmistas sempre estiveram presentes na evolução da humanidade, e, felizmente, a maioria não se concretizou. A TV, por exemplo, iria desagregar as famílias. Ocorre que a internet é uma via de mão dupla, que enquanto possibilita uma inédita participação do usuário, criando novas noções de transparência e interatividade, também o deixa mais exposto a controles externos. Não acho que seja o caso de tentar frear a evolução da rede, mas é muito importante que a gente reflita sobre o futuro que queremos.

Bento Abreu é colaborador da unidade Máquina Web

 

Dados para refletir

A Comscore divulgou uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sobre visualizações de vídeos na internet. O número impressiona: são mais de 10 bilhões de filmes em fevereiro - cerca de 3,4 bilhões somente no YouTube. O poder da ferramenta ninguém pode duvidar. E do Google? Também não…

Em números absolutos, ele registrou 5,6 bilhões de buscas, contra 2,2 bilhões do Yahoo e 940 milhões da Microsoft em dezembro de 2007 (no mercado americano).

Já no Brasil estima-se, segundo projeção do Ibope Inteligência, que a participação do Google seja de 80% das buscas realizadas no país. A próxima tacada do gigante para ganhar (ainda mais) força no mercado empresarial, é a aliança com a Salesforce, uma empresa de aplicativos de gestão de clientes. 

Compartilhamento de informações está em alta. É ver para ser visto. 

Agora é esperar o que vem pela frente e não ignorar o que está diante dos nossos olhos!

Máquina Web no YouTube

Inauguramos hoje o nosso canal no maior site de compartilhamento de vídeos da internet!

A proposta do espaço é a mesma do blog: discutir tendências e promover o debate sobre comunicação e relações públicas na web. Lá, você vai encontrar o complemento em vídeo de alguns textos postados aqui.

São os ambientes conectados!

Acompanhando o lançamento do hotsite do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, já está no ar a campanha veiculada na TV. Diversos publicitários ressaltam a importância do evento para a construção dos próximos passos da propaganda brasileira! Veja abaixo.

Para assistir aos demais, clique aqui.

É Máquina Web também em vídeo! :)

Ao vivo

Acompanhe agora o Seminário “Mercado de  Capitais: o cenário atual e desafios para o futuro”, evento realizado pela Máquina Finance PR - unidade de negócios do Grupo Máquina com experiência em comunicação para o mercado finaneiro,  e IBMEC São Paulo.  

Bate papo com Pedro Doria

por Vilma Balint

O jornalista Pedro Dória esteve no grupo de leitura da Máquina  em 17 de abril e falou sobre o futuro do jornal impresso e a crescente importância da internet e dos blogs na mídia nacional. Dória é colunista do jornal O Estado de S. Paulo  e  mantém o  blog www.pedrodoria.com.br  no qual discute política e nóticias internacionais. Os principais pontos abordados durante a conversa foram:  

  • Futuro do jornal impresso – Enquanto muitos dão como certo o fim iminente dos jornais impressos, Pedro Dória avalia que é difícil prever o futuro destes veículos. É fato que o público leitor vem diminuindo ao longo das décadas principalmente após a chegada do rádio, tv e internet. Esta concorrência, porém, se tornou benéfica para alguns veículos que expandiram suas fronteiras online. Foi o caso de jornais tradicionais como o britânico The Guardian e o espanhol El País, que descobriram um novo mercado no exterior, com a ajuda da internet. 

  • Desafios – O consenso será o maior desafio para a internet nos próximos anos, já que este meio hoje é marcado por uma forte polarização. Não se procura tanto a informação objetiva ou a narrativa tradicional dos grandes jornais, como Folha de S. Paulo, Estadão ou O Globo, mas jornalistas e blogueiros que defendam uma determinada corrente ou posição política. Mesmo que isso seja feito por conta da polarização, porém, os diferentes lados vão se vigiar. Para as empresas, essa vigilância também pode ser benéfica, pois as mais responsáveis vão se sobressair e sobreviver às injustiças que possam ocorrer. 

  • Participação – A polarização, fator que mais atrai audiência na internet, é uma característica forte observada inclusive pela participação de leitores nos comentários de blogs, o que fortaleceu estes meios no país. O leitor pode expressar diretamente sua opinião, sem passar, na maioria dos casos, por uma edição prévia ou censura. “Muitos expõem suas opiniões a qualquer custo, sem o cuidado que jornalistas, por conta da profissão, costumam ter com o que escrevem”, observa Dória.   

  • Blog-empresa – Com este crescimento, os blogs estão se tornando empresas de comunicação. A rentabilidade gerada pelos espaços farão com que concorrentes apareçam no mercado, parte deles pertencentes a empresas de comunicação.    

  • Acesso – A internet ainda tem muito a evoluir, principalmente se levarmos em consideração que a navegação via celular tem grande potencial em alguns anos. O rápido desenvolvimento da telefonia e das transmissões pode fazer com que muitos, no futuro, troquem o jornal impresso por leitura via celular. “A distribuição de acesso é geracional, e não apenas de renda. Hoje, qualquer pessoa com menos de 25 anos usa MSN ou tem perfil no Orkut”, lembra ele.

Vilma Balint é consultora de comunicação do Grupo Máquina

Do virtual para o real

por Ricardo Leite

Você conhece alguma cidade que possui um diretor de tecnologia? E mais: os seus habitantes podem rastrear todos os veículos de emergência, como carros de ambulâncias e bombeiros e acompanhar via RSS tudo o que acontece do momento da chamada até o desfecho do caso?

Parece mais um reality show do que vida real, mas essa inovação toda, já abordada com bastante irreverência pelos cinemas em o Show de Truman ( 1998 ), protagonizado por Jim Carrey, em que um vendedor de seguros falido começa a ter sua vida monitorada 24 horas por dia.

Trata-se da pequena Nanaimo, uma cidade situada a 50 quilômetros de Vancouver, no oeste canadense que se auto denomina a “capital do Google Earth”. Com pouco mais de 70 mil habitantes, o diretor de tecnologia inovou ao integrar vários serviços públicos via Google Earth.    

Com toda essa tecnologia, a novidade despertou o interesse daí diversos blogs que repercutiram a inovação, como o WebProNews e o ColdSwallop, além do Lampadaria e que rapidamente saiu do virtual e invadiu a vida real, pois o turismo na cidade aumentou apenas pela curiosidade das pessoas em conhecer o sistema. 

O que pode parecer utopia e loucura em um primeiro momento, em breve poderá se tornar peça importante no planejamento de uma cidade e até mesmo nas empresas.

Já pensaram que uma montadora pode colocar câmeras on-line de sua linha de produção, ou quem sabe você não acompanhe o passo a passo da montagem da pizza que você fez anteriormente?

Isso é a web 2.0…

Máquina Web desenvolve hotsite do IV Congresso Brasileiro de Publicidade

A Máquina Web acaba de colocar no ar o hotsite do IV Congresso Brasileiro de Publicidade – Criando o Futuro, evento que vai reunir, em julho, os grandes players do segmento de comunicação e publicidade do país para discutir as principais questões que afetam esse mercado.

 

 

 

O evento é presidido pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), mandatária de outras 24 entidades do setor para a realização do IV Congresso, que acontece 30 anos após a terceira edição ( 1978 ) e cuja história é fundamental para compreender a formação e a evolução da publicidade brasileira.

O trabalho foi desenvolvido pela Máquina Web, em parceria com a unidade de TI Desenvolvimento do Grupo Máquina e do Estúdio Saci, responsável pela direção de arte e webdesign. 

Nesta primeira fase do projeto, o hotsite traz informações sobre o evento, como a programação, as palestras já confirmadas (o Nobel da Paz Kofi Annan faz a palestra de abertura) e as comissões formadas para debater as questões do Congresso. A segunda fase, prevista para 1º de maio, incluirá a abertura das inscrições por meio do hotsite, além de vídeos e sistemas interativos. 

O IV Congresso Brasileiro de Publicidade acontece de 14 a 16 de julho, no World Trade Center, em São Paulo. Saiba mais no hotsite: www.congressodepublicidade.com.br

Ficha técnica:

Hotsite do IV Congresso Brasileiro de Publicidade 

  • Data de lançamento: 14/04/2008
  • Cliente: ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade (IV Congresso Brasileiro de Publicidade)
  • Realização: Grupo Máquina (Máquina Web e TI Desenvolvimento), em parceria com Estúdio Saci
  • Coordenação geral, planejamento web e gerência de projeto: Cely Carmo
  • Gerência de tecnologia: Renato Vinícius Filipov
  • Gerentes de conteúdo e planejamento editorial: Bento Abreu e Vitor Pavarini
  • Reportagem e user experience: Ricardo Leite, Bruna Magarotti e Adriana Pedroso
  • Direção de arte, webdesign, tratamento de imagens e animações: Estúdio Saci (Carvall, Rita Mayumi, Zé Mario Passos e André Sakurai)
  • TI (análise de sistemas, projeto, desenvolvimento de telas, tradução de layout e manutenção): Davi Mesquita, Diego Silva, Douglas Oliveira, Cléber Figueiredo e Edílson dos Santos; e equipe Futuware Multimedia (Renato Filipov, Sérgio Monari e Filipe Camargo)
  • Fotografia: Éric B., divulgação e Dreamstime