Máquina 2.0 é um espaço aberto para a troca de idéias e experiências relacionadas a comunicação e relações públicas na web. Seja bem-vindo(a): é só entrar e papear!
por Ana Lee – colaboradora de Máquina Web na China
3 de junho, céu azul e calor de rachar na capital chinesa. Nas ruas, tudo normal, exceto por até agora quatro equipes de TV terem sido tiradas da praça, onde há 20 anos estavam acampados estudantes que durante a madrugada seriam enxotados dali. À força.
Comecei a manhã checando emails e redes sociais que podia e que não podia. As que não podia, por meio de sites que te ajudam a desviar proxy e vamos lá. E já me preparava para reunir o maior número de material possível, inclusive aqueles postados nas redes chinesas que, segundo minha teoria que mais tarde se mostraria infudada, só seria inacessível devido à barreira linguística.
Então, pela manhã, estava lá usando meu perfil no Fanfou.com, a cópia do twitter cujo nome significa “Já comeu?” para procurar o que o povo estava escrevendo sobre o 4 de junho, o bloqueio do twitter e tantos outros etceteras. Eles falavam sobre tudo isso, podem acreditar, mas quentes mesmo estavam os tópicos sobre o acidente com o avião da Air France e a GM. Estavam.
Eu iria dizer que os chineses podem, sim, se expressar, que o governo estava barrando mais as vozes estrangeiras, uma interminável sucessão de teorias que reforçariam o que comecei a escrever ontem e que agora à tarde vieram abaixo.
Nem deu tempo de eu dizer que um fanfoufeiro (seria esse o termo para quem ainda não papou?) postou “Harmonizaram o twitter” e explicar que a expressão revela uma crítica social presente na internet chinesa, que ironiza os sempre reiterados pedidos do presidente Hu Jintao para que a sociedade seja harmoniosa. A gente harmoniza, mas do nosso jeito, calando quem distoa. Haja diapasão.
Como numa repetição do que ocorreu há duas décadas, quem tentou falar foi abruptamente interrompido. Desde a tarde desta quarta-feira, a maior parte dos sites chineses de redes sociais, microblog e colaborativos exibem avisos de sob manutenção.
O meu querido fanfou, espero, exibe no seu recado ironia. Ele agradece o apoio de todos os usuários e diz que a fim de melhor servi-los, tem de passar por uma manutenção técnica emergencial, cujo fim está programado para a madrugada do dia 6.
O baile segue em inúmeros outros sites chineses, mas para mim, o mais legal até agora foi o Wordku.com, um dicionário colaborativo. Eles também avisam que a manutenção técnica vai, olha que coincidência, até o dia 6, e que, aliás, estão a fazendo para respeitar o Dia Nacional de Manutenção da Internet.
Eles perdem o direito de serem acessados, mas não perdem a piada. Quer dizer, a piada já perderam, desde ontem, quando o Twitter foi bloqueado. É, pra falar a verdade, tá perdendo mesmo a graça.
A equipe do Grupo Máquina lamenta o falecimento do amigo e colaborador Kido Guerra ocorrido na quarta-feira (15), em Brasília, em decorrência de problemas cardíacos. Executivo do escritório da empresa no Distrito Federal, Kido, que trabalhava na Máquina desde 2006, foi assessor de comunicação do Banco Central pela agência e, recentemente, era responsável pelo atendimento à Embratur.
Antes de trabalhar na Máquina, Kido ocupou a posição de correspondente internacional do Jornal do Brasil, no qual também atuou como repórter de economia na sede e na sucursal de Brasília. Foi editor da Revista D, de suplementos, Brasil, internacional, política e eleição do Correio Braziliense, correspondente em Bruxelas para a Rádio Suíça Internacional, coordenador de comunicação do Greenpeace no Brasil e âncora e apresentador do programa Debate Capital, da TV Brasília.
“O caráter e a integridade do Kido fazem dele um exemplo a ser seguido. Ele era uma pessoa sofisticada e muito querida. É uma grande perda para todos nós”, diz Maristela Mafei, sócia-presidente da Máquina.
Essa semana a notícia sobre o interesse de Mark Zuckerberg (criador do Facebook) vender informações pessoais de sua plataforma para as empresas, despertou uma discussão muito interessante sobre o valor das redes sociais.
Zuckerberg demonstrou ao público do Fórum Econômico Mundial, em Davos, como a rede de relacionamento pode ser usada para pesquisar grupos específicos de usuários. “Descobrir nichos e escolher o público alvo é um dos benefícios que a rede social pode trazer com resultados muito rápidos”, disse.
Além disso, até o humor do usuário pode ser acompanhado, assim como todos os seus passos na internet. Com esses dados em mãos, as empresas teriam parte do controle da situação podendo até escolher qual publicidade veícular para determinado usuário.
É o máximo da customização.
Beneficio ou malefício? Essa é a pergunta que paira no ar. Até que ponto essa iniciativa afetaria a vida do internauta que tem como pretensão apenas se relacionar? A decisão de Zuckerberg pode apresentar uma reação em cadeia nesses ambientes.
Imaginem se o Orkut resolvesse aderir à essa moda?
Por enquanto nada está acertado, porém só a especulação já foi o suficiente para gerar um buxixo ao redor do assunto na internet.
Publicado por 2 Fevereiro 2009 por Ricardo Moreira Leite
O ano era 2004, o uso da internet já era recorde no Brasil, apesar das dificuldades em se comprar um computador e das lentas conexões de internet se comparadas ao resto do mundo. Mesmo assim, nós brasileiros, usávamos frequentemente ferramentas como MSN, salas de bate-papo e fóruns de discussões.
Nada muito diferente do que fazemos hoje, certo?
Errado.
Naquele mesmo ano, o Google resolveu lançar, em fase experimental, a rede social Orkut. O site tinha como função reunir amigos e pessoas com o mesmo interesse em comunidades. A entrada no site era restrita. Apenas com um convite de participantes do Orkut o internauta conseguia entrar rapidamente no espaço.
A estratégia de ligar uma grande rede de conhecidos com assuntos em comum era garantia de sucesso. Tanto que, depois de cinco anos, o site continua bem-sucedido, porém, com um ‘pequeno’ ajuste no foco.
O que há cinco anos era uma reunião de amigos, hoje é vista pelas empresas como oportunidade de negócio. O fato é que cada vez mais os internautas brasileiros também têm essa percepção. Por isso é comum encontrarmos comunidades numerosas ligadas à determinado produto ou serviço em detrimento das tradicionais “Odeio acordar cedo” ou “Demorou para chegar sexta-feira”.
Isso significa que não só a web está amadurecendo. As redes sociais (antes taxadas de espaço para diversão) também. É a tendência – que cada vez mais as diversas plataformas de comunicação na internet devem ser levadas à sério – virando realidade.
Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência entre os dias 20 e 21 de janeiro durante a Campus Party Brasil reforçou (mais uma vez) o poder da internet de influenciar as decisões dos consumidores.
“Feita com 600 entrevistados, a pesquisa mostrou que mais de 90% deles estão de alguma forma envolvidos em processos de colaboração online – seja como consumidores ou produtores de conteúdo. Entre os pesquisados, 46% afirmam ler comentários feitos por outros internautas antes de efetivar uma compra e 40% disseram sempre visitar o site de fabricantes ou fornecedores antes da escolha por algum produto ou serviço”, divulgou o M&M.
É claro que o teor das mensagens publicadas nesses ambientes pode variar de acordo com o contexto que ela estiver inserida. O aproveitamento deste conteúdo (revertido em soluções, novos produtos, campanhas etc) pode determinar o seu posicionamento diante dos internautas e, conseqüentemente, a sua imagem dentro deste universo.
Seja qual for o foco (B2C, B2B etc), o certo é que é impossível ignorar a internet como ferramenta de comunicação nas estratégias das companhias. Mais cedo ou mais tarde os negócios da sua empresa esbarrarão em alguma comunidade, blog ou vídeo.
E isto poderá ser apenas a porta de entrada para um ambiente sem fronteiras, onde quem não estiver preparado, só terá a perder.
Mais de 3,5 mil internautas visitaram os ambientes da Máquina Web – unidade especializada em comunicação digital do Grupo Máquina – na internet durante o Campus Party Brasil, evento de tecnologia e internet que terminou no último dia 25, em São Paulo.
Profissionais da agência fizeram a cobertura do encontro, o que rendeu cerca de 250 atualizações nos canais da empresa na rede (YouTube, Twitter, Flickr e Blog) e mais cinco edições diárias da newsletter Máquina Web , com os principais temas debatidos nos painéis de cada dia dia. O informativo foi enviado para mais de 300 pessoas credenciadas para receber o material - a maioria formada por jornalistas e profissionais de comunicação corporativa e marketing.
O ponto forte do evento foi a integração entre o mundo virtual e o real. “As pessoas aqui ‘saíram da frente do computador’ para conhecer um amigo que fez graças ao Twitter”, disse Alexandre Inagaki, um dos curadores da área Campus Blog, em entrevista para a equipe Máquina Web (disponível no endereço www.youtube.com/maquinadoispontozero).
“O relacionamento entre as pessoas permitiu um contato maior dos dois universos e amadureceu a discussão em torno de um ambiente que, cada vez mais, se torna indispensável para a comunicação das pessoas. Além disso, pôde-se perceber um fortalecimento da comunicação entre blogosfera e empresas com uma aproximação cada vez mais transparente e customizada”, diz Vitor Pavarini, coordenador da equipe Máquina Web.
No debate sobre RP 2.0, realizado na última quinta-feira e mediado por Eduardo Vasques, foi discutido um aspecto muito importante das relações públicas na Web e nas mídias digitais. O diálogo e o relacionamento.
“A questão do bom relacionamento e como identificar se seu cliente já está preparado para um relacionamento na Web são aspectos essenciais”, iniciou Vasques. “O blogueiro quer ser ouvido, porém, não adianta apenas entrar na Web e não ter projeto definido. É preciso entender o seu papel na Web. Criar um blog e só divulgar releases não é a maneira certa de se comunicar. Temos que entender a Web para se comunicar com o público. Lembre-se que é você que está invadindo o espaço dele, e não o contrário” finalizou.
O líderes de quatro portais debateram, nesta sexta, as estratégias dos portais no uso de conteúdo colaborativo. Os participantes foram Caio Túlio Costa (iG), Guilherme Ribenboim (Yahoo!Brasil), Paulo Castro (Terra) e Manoel Fernandes (Revista Bites).
O debate ficou bastante focado nas estratégias de retenção dos internautas em seus espaços colaborativos. Caio Túlio contou que o iG é quem mais hospeda blogs em toda a rede WordPress e que a tendência é que o internauta cada vez mais participe de coberturas e ações no portal. “temos que reforçar o conteúdo colaborativo nos portais”, afirmou.