Campanhas políticas e a web hoje. Algo em comum?


por Ricardo Leite

Daqui a aproximadamente quatro meses, teremos o início das campanhas eleitorais para prefeito e vereadores. O eleitor, gostando ou não, assistirá às propagandas políticas pela TV, Rádio e mídia impressa. Caso queira, poderá assistir ao vídeo de seu candidato no Youtube ou visualizar seu plano de governo em sites de relacionamento, certo?  

Errado.

Essas ferramentas, bastante utilizadas na corrida eleitoral americana (ver post sobre o assunto aqui), por determinação do TSE, na voz de seu presidente Dr Marco Aurélio Mello, serão fiscalizadas e proibidas para disseminação de campanhas políticas. A resolução, divulgada pela Folha em 31/03, pode ser encontrada no site do TSE. 

A questão é mais profunda do que, simplesmente, proibir ou não. É possível fazer isso? Existe alguma lógica nessa proibição?  

O que podemos ver na campanha eleitoral americana é que a Internet conseguiu impulsionar a campanha de Barack Obama e, mais do que isso, atraiu os jovens para se engajarem politicamente. O MySpace foi um dos responsáveis pela disseminação da campanha de Obama nos Eua e quer repetir o feito no Brasil, veja. 

A Internet é um meio diferente da mídia convencional: ela ainda não depende de publicidade para sobreviver e não tem tanta ligação com políticos, porque é basicamente, produzida por qualquer um. Tentar cercear o direito de liberdade na internet parece mais jogar confete do que algo concreto. 

Será possível mesmo controlar a web na esfera das campanhas políticas? Como os eleitores reagirão a isso? São questões ainda sem resposta. Resta aguardar e verificar se o efeito Obama aparecerá por aqui.

 

Ricardo Leite é colaborador da unidade Máquina Web

6 Respostas

  1. Acho que o Brasil ainda não está preparado para as ‘campanhas virtuais’, já que apenas uma pequena minoria concentra o acesso à rede.
    Mas quando o acesso propagar-se será muito difícil conter as campanhas online.

  2. Também acho difícil evitar que esse conteúdo se propague pela internet, até porque blogs e sites de relacionamento são feitos para as pessoas se expressarem. Como diferenciar o que é campanha do que é simplesmente informação? Essa determinação do TSE me parece mais uma forma de censura da liberdade de expressão e do jornalismo brasileiro…

  3. É a velha mentalidade: não conheço e não quero ter o trabalho de conhecer, então melhor proibir e deixar tudo como está. É mais “seguro”. Mas duvido que consigam controlar alguma coisa. Outra questão é se nossos políticos terão a esperteza necessária para usar bem esta ferramenta.

  4. Pois é, parece que em se tratando de eleições o Brasil pode ter os aparelhos mais modernos do mundo, mas a mentalidade dos órgãos reguladores continua atrasada.
    Essa proibição parece mesmo tentar afastar possíveis complicações com as quais o nosso governo não quer (ou não sabe lidar).
    Ainda sim, ferramentas da Web são meios quase impossíveis de controlar e mesmo “proibida”, a campanha continua informalmente em blogs e sites de relaciinamento.

  5. -+Uma pergunta, caso algum eleitor tenha em suas mãos um video de seu candidato preferido e quer pedir voto pra ele, ele naum poderá encaminhar por e-mail … pra ningèm… é… ALGUEM ME EXPLICA DEMOCRACIA por favor.. ;o(

  6. o estado do RJ conseguiu com q o TRE do estado revogasse a lei e liberasse comunidades virtuais….

    veja como exemplo o candidato Gabeira do PV

    http://www.gabeira43.com.br/

    sou desenvolvedor web e tb estou produzindo sites de campanha para essas eleições
    veja alguns exemplos e dê sua opinião:
    http://www.agenciaideias.com.br/dem
    http://www.agenciaideias.com.br/pt
    http://www.agenciaideias.com.br/pmdb

Deixe uma resposta