Desde segunda feira a blogosfera e as principais páginas na web comentam sobre o maior desenho do mundo – um auto retrato do artista Erik Nordenenkar utilizando apenas um GPS transportado por diversos lugares do mundo.
“A DHL achou uma maneira no mínimo artisticamente moderna de comunicar que ela entrega qualquer pacote em qualquer lugar do mundo”, publicou o SimViral sobre a iniciativa. “Tem que ser da DHL”, estampou o Coletivo sem papas no título.
A ação, primeiramente ovacionada pelos internautas, acabou de ser desmascarada pela Wired Magazine, que publicou a confissão do autor. “É tudo ficção”, disse Erik. O primeiro post do blog UpdateorDie sobre o desenho recebeu diversos comentários de internautas apontando as razões que inviabilizariam o projeto.
Isso me fez atentar para o fato de como os internautas estão cada vez mais ligados no que é real ou não. Hoje em dia não passa mais nada. Pergunto: será que se eles não ressaltassem esses “pequenos” detalhes, a campanha continuaria ganhando aplausos e o artista reconhecimento? E a marca da DHL, co-protagonista do vídeo, como fica a sua imagem depois dessa mentira?
Mesmo sem se pronunciar até o momento, ela conseguiu ganhar visibilidade no espaço reforçando as principais características do seu serviço. Todo cuidado é pouco neste universo. Os internautas ganharam voz e, afinal de contas, falar e ouvir é uma das principais premissas do atual estágio da internet. Deixar as coisas acontecerem sem ao menos uma explicação para este público pode ser um fator crucial para o radar ser desligado e fazer com que a sua marca tome um rumo diferente do traçado inicial.
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Eu acho que a internet é o meio de comunicação mais democrático de todos, mas não o mais confiável…
Quando vi o vídeo da HDL senti que algo ali estava errado. Seria incrível demais o cara ter conseguido um auto-retrato assim, de maneira tão bizarra e ao mesmo tempo tão perfeita (quantos cálculos e voltas!). Mas, enfim, acho que a imagem da empresa não será arranhada. Porque mesmo sendo tudo de mentira, ô idéia boa!
Concordo com a Cris, a Internet começa a ganhar ares de veículo importante, mas ainda é muito difícil discernir o que é real ou fake. Resta saber se conseguiremos ter uma definição clara disso no futuro ou não.