por Vitor Pavarini e Bento Abreu
Em 24/3 publicamos um texto que ressaltava a inédita importância que a web assumiu na corrida presidencial dos EUA deste ano. Entre os pré-candidatos, ninguém se destacou mais do que Barack Obama, que obteve 90% de sua arrecadação por meio da internet (além de receber homenagens no YouTube de artistas famosos e de uma fã, que se tornou conhecida como Obama Girl).
Após Hillary Clinton desistir da corrida pela indicação do partido Democrata, o BlueBus publicou duas notas interessantes sobre a atuação na web do candidato. A primeira, divulgada nesta segunda, é uma análise do Google Trends que indica os três assuntos que mais mobilizaram a mídia norte-americana de meados de maio até o início de junho: IPhone 3G, “Sex and the City” e Barack Obama.
O gráfico (abaixo) mostra que o filme do seriado só ultrapassou o candidato durante quatro dias (período que antecedeu o lançamento e a data da estréia). No resto do tempo todos os holofotes estiveram direcionados para o primeiro negro com chance real de ocupar o cargo mais poderoso do mundo.
Hoje, o mesmo espaço noticiou que Obama está ampliando sua equipe de comunicação para “formar uma nova unidade, que vai se dedicar a combater rumores negativos e falsos que se espalhem através da internet.”
A medida confirma (ainda mais) a importância dada pelo candidato para a web durante a disputa. Até porque os estrategistas de Obama temem o “grande poder” dos integrantes do partido Republicano, que conseguiram deter o avanço de John Kerry na última eleição. Os próximos capítulos provavelmente criarão novos paradigmas em estratégias de comunicação.
Será um jogo interessante de acompanhar.
Enquanto isso no Brasil…
O Tribunal Superior Eleitoral ainda não tem um parecer definitivo sobre o papel da internet nas eleições municipais. Em extensa matéria sobre o caso, o Estadão divulgou que por enquanto “os candidatos só poderão fazer divulgação em página destinada exclusivamente à campanha”.
Essa é mais uma novela que está longe de terminar…
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Gostaria de parabenizar a equipe Máquina Web, em especial Vitor Pavarini e Bento Abreu, pelo excelente texto apresentado.
Tratar de um assunto tão importante como a cadeira presidencial do Estados Unidos não é tão simples.
Querendo ou não, trata-se do cargo mais importante do mundo.
Adorei o texto, a linguagem, e principalmente os dados referentes aos assunto que mobilizam a mídia norte-americana.
Abraços,
Vytor Zeidan
Não sei se será ainda nesta eleição, mas eu acho que a internet vai ser peça-chave nas próximas eleições. A impressão que eu tenho é que o TSE acredita que a internet é um lugar onde se compra um espacinho e se escreve o que quer, e não uma rede onde cada usuário expressa sua própria opinião.
Mas com proibição ou não, não duvido que vai ter candidato comprando mailing e enviando spam por aí…
Abraço!
Melhor texto de todos do blog!
Barack Obama será sempre lembrado como o primeiro político que soube usar a Internet para fazer sua campanha decolar. Se você entrar no site dele, verá a facilidade em se fazer uma doação, engajar-se em comícios ou manifestações e até saber toda a agenda do candidato. Além disso, você é convidado a colaborar com a campanha de todas as maneiras possíveis. Não tenho dúvidas que Obama só está disputando uma eleição como candidato dos “Democratas” porque soube usar a internet a seu favor.
E no Brasil? será que mesmo com a proibição do TSE não veremos uso semelhante? Acredito que a questão levantada pelo Rodrigo é bastante interessante e pertinente. Com certeza teremos candidato utilizando mailings, ou até a velha tática do spam pelo orkut para mobilizar sua campanha. Resta aguardar para ver como isso será percebido pelo eleitor.
[...] Uma peça-chave na disputa eleitoral [...]