O ano era 2004, o uso da internet já era recorde no Brasil, apesar das dificuldades em se comprar um computador e das lentas conexões de internet se comparadas ao resto do mundo. Mesmo assim, nós brasileiros, usávamos frequentemente ferramentas como MSN, salas de bate-papo e fóruns de discussões.
Nada muito diferente do que fazemos hoje, certo?
Errado.
Naquele mesmo ano, o Google resolveu lançar, em fase experimental, a rede social Orkut. O site tinha como função reunir amigos e pessoas com o mesmo interesse em comunidades. A entrada no site era restrita. Apenas com um convite de participantes do Orkut o internauta conseguia entrar rapidamente no espaço.
A estratégia de ligar uma grande rede de conhecidos com assuntos em comum era garantia de sucesso. Tanto que, depois de cinco anos, o site continua bem-sucedido, porém, com um ‘pequeno’ ajuste no foco.
O que há cinco anos era uma reunião de amigos, hoje é vista pelas empresas como oportunidade de negócio. O fato é que cada vez mais os internautas brasileiros também têm essa percepção. Por isso é comum encontrarmos comunidades numerosas ligadas à determinado produto ou serviço em detrimento das tradicionais “Odeio acordar cedo” ou “Demorou para chegar sexta-feira”.
Isso significa que não só a web está amadurecendo. As redes sociais (antes taxadas de espaço para diversão) também. É a tendência – que cada vez mais as diversas plataformas de comunicação na internet devem ser levadas à sério – virando realidade.
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