Faça você mesmo!

Li na última edição da Revista Meio Digital uma nota bastante interessante sobre a ação desenvolvida pela agência  Crispin Porter + Bogusky para a Domino´s Pizza nos Estados Unidos. “The experience is rich and quite amusing”, disse o Adverblog sobre a Pizza Builder – iniciativa que consiste em criar a sua própria pizza (com direito a coberturas, recheios, temperos, etc) na internet. Depois de pronta, basta ligar para a Domino´s que a sua criação é entregue em menos de meia hora na sua casa! 

Essa é a prova das milhares interatividades que a web proporciona para uma empresa divulgar a sua marca e conseguir que o internauta participe da experiência.

imagem2.jpg

Já o novo comercial da Volkswagen na Inglaterra divulga a loja virtual da empresa na linha de montagem.  O texto foi assunto no blog Profissionais de web  que enfatizou a total interatividade da ação. Ambientado em uma fábrica, o internauta pode montar o carro que deseja. Além de escolher motor, sistema de trasmissão, pintura e rodas, o espaço permite até mesmo selecionar um tipo de forração interna. Vale a pena navegar!

Como gosto do New Beetle, acabei de montar um! Veja o resultado!

beetle21.jpg


  

Anúncios

“Eu tenho a força”

por Heloisa Mello
Na última quarta-feira, a capa do caderno Informática da Folha de S.Paulo trouxe uma reportagem sobre marketing viral com a manchete “Você é a propaganda”. “Você”, nesse caso, somos nós, leitores e consumidores, peças-chave para viralizar de forma negativa ou positiva marcas e produtos.

Antes de introduzir o assunto que mais me interessa – o poder do consumidor nesta era da web 2.0 – faço uma pergunta:
 o que é Marketing Viral? Segundo a Wikipedia são “
técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares a extensão de uma epidemia“.

Na minha opinião, só poderíamos chamar determinada estratégia de marketing viral depois que seu conteúdo estivesse “viralizado”. O papel das agências é sugerir às empresas o que tem potencial. No entanto, quem vai decidir é o consumidor, que tem o poder implacável de escolher quais informações disseminar.

Sem dúvida, a nova internet provocou mudanças na atitude deste público que está do outro lado do balcão (ou do computador). Na era da globalização digital, consumidores são capazes de criticar ou alavancar a reputação das companhias em tempo real. E eles já sabem a força que têm. 

Para as empresas, o desafio é acompanhar essa transformação e aproveitar a tendência para estimular o boca-a-boca a seu favor. Monitorar o que dizem sobre uma marca é questão de sobrevivência. Agir com rapidez, transparência e originalidade na comunicação com os antenados consumidores é ser uma empresa web 2.0.  
 

Aproveitando a onda… Gostou do post? Envie para um amigo e divulgue o nosso blog!  🙂 
 

Heloisa Mello é gestora da unidade Máquina RP

Decisões editoriais e os modelos de negócios na web

por Marcelo Billi 

As edições da The Economist das duas últimas semanas trazem dois textos interessantes sobre decisões editoriais na internet e sobre os modelos de negócios das comunidades de rede. Ambas discussões a respeito das quais, como consultores de comunicação, temos que estar atentos. 

Em “Hold the front page” a revista resume um estudo feito por pesquisadores da HP com base no digg, o site que baseia-se em recomendações de internautas para fazer um ranking de notícias na Web. O que eles descobriram sobre a disseminação de informação na Web e que é muito relevante para quem trabalha com comunicação: as notícias têm uma meia-vida, como o material radioativo. No caso da Net, ela é de 69 minutos, ou seja, nesse período, a audiência de uma história cai pela metade, mais o mesmo tempo, cai pela metade novamente. Essa é a tendência geral mas, em alguns casos, isso muda completamente. Se a meia-vida aumenta muito, a tendência é quebrada e a popularidade da história tende a crescer de forma totalmente distinta. É claro que o estudo não diz o que faz uma história se tornar um fenômeno de audiência, mas ele deixa claro que, na Web, isso ocorre de forma muito mais veloz e inesperada do que nos meios tradicionais de comunicação.

Na edição desta semana, outro artigo, “Everywhere and nowhere”  discute o modelo de negócios das comunidades virtuais como o Facebook e o Myspace. O que mais chama atenção, no entanto, é a avaliação de que o “novo grande negócio” nessa área não são as comunidades em si, mas um velho projeto que já foi, no passado, um “novo grande negócio”: o webmail. Segundo o artigo, as contas de webmail têm muito mais informações sobre as conexões e hábitos das pessoas do que as comunidades virtuais. Caso usadas de forma discreta e não invasiva, argumenta o arquivo, elas podem se revelar mais lucrativas do que as comunidades virtuais.

Marcelo Billi é gestor da unidade Máquina Finance PR

A imagem de Sarkozy na rede

O Meio&Mensagem divulgou na semana passada, aqui para cadastrados, a notícia de que um estudante de 24 anos era o responsável pelo monitoramento da imagem do presidente francês na internet. Nicolas Sarkozy, que enfrenta um grande desgaste por conta de seu pavio curto no trato com a imprensa e do seu relacionamento com a cantora Carla Bruni, escolheu Nicolas Princen, estudante de economia e comércio que trabalhou em sua campanha, para acompanhar a repercussão de seus atos na web. 

O problema é que depois que a identidade de Princen foi descoberta, o estudante passou a ser alvo de chacotas na rede, o que evidentemente prejudica a sua missão de melhorar a imagem no mandatário francês no ciberespaço. Este caso demonstra que um trabalho desta envergadura exige uma operação realizada com transparência e profissionalismo. Sarkozy acerta ao perceber o potencial de influenciar a opinião pública da internet, mas peca por optar por uma solução improvisada.

O voto a voto on-line

por Luis Henrique
A corrida eleitoral deste ano nos Estados Unidos vem despertando grande interesse e, de forma nunca vista anteriormente, a internet tornou-se uma ferramenta fundamental para a comunicação política, ajudando a buscar votos e debater propostas, além de ajudar na arrecadação de doações.

A mudança nesse cenário da comunicação, que se vislumbra a partir dos Estados Unidos, não é pouca coisa. Arrisco a dizer que nenhum candidato a cargos eletivos, em nenhum país do mundo, poderá prescindir a partir de agora de conhecer e utilizar as ferramentas da internet para atingir seus eleitores. Exagero? Tenho certeza que não. Em 2004, o pré-candidato democrata Howard Dean já havia criado um sistema de arrecadações online. Mesmo perdendo para John Kerry na disputa da candidatura no partido, o sistema foi um sucesso.

Hoje nos EUA, cerca de 70% da população do país têm acesso à internet. No Brasil, essa porcentagem é inferior, mas bastante significativa, 22%. Essa nova realidade tem feito os gerenciadores de comunicação a virarem seus radares para o espaço web. De uma hora para outra, tivemos que aprender como atuar no Orkut, no MySpace, no YouTube e em todos os ambientes reunidos na web 2.0. O que começou como uma preocupação das empresas se tornou uma obsessão no terreno político.

As redes sociais estão na pauta do dia (as últimas matérias sobre o assunto foram publicadas na Exame e Revista da Folha) devido à estratégia de campanha do senador Barack Obama na corrida presidencial – que, presente nos mais variados espaços da web 2.0, obteve uma arrecadação de mais de US$ 36 milhões, sendo 90% feitas pela internet. Faça um teste e comprove: procure por Obama e Hillary no YouTube.

Você verá que a maioria dos vídeos relacionados à Hillary Clinton são críticas e paródias de discursos ou imagens da campanha da candidata, enquanto para Obama, provavelmente o hit Yes We Can – produzido com trechos de discursos do candidato com a participação de diversos artistas aparecerá logo na primeira página, certo? Reproduzido por diversos internautas, o filme já contabiliza mais de 13 milhões de acessos e mais de 100 mil comentários no ambiente. Quando algo cai nas graças dos internautas, o seu poder de viralização aumenta. E isso pode fazer a diferença. 

Aqui no Brasil, as atuações dos políticos no espaço virtual ainda engatinham. Do ponto de vista da comunicação política, é claro que esses números redobram a atenção que os partidos vêm dando hoje aos blogs. A preocupação volta-se para a imagem e a reputação dos partidos em um ambiente que se caracteriza pela rápida e indiscriminada produção de informações, e por sua disseminação cada vez mais rápida. E, também, pela ausência de controle sobre a qualidade das informações produzidas. Informações falsas contra candidatos, que dificilmente conseguiriam espaço na mídia convencional, se espalham com extrema rapidez no mundo virtual.  

Por isso, monitorar e gerenciar a imagem na internet de forma transparente é fundamental para a construção de uma boa reputação não só dentro, como fora do ambiente web, o que pode fazer a diferença e também render bons resultados (ou votos).

Luis Henrique é executivo de contas do Grupo Máquina