Cuil: nem tão cool assim?

Um grupo de ex-funcionários do Google lançou no último domingo, 27, um novo sistema de buscas que pretende superar em tamanho o super-poderoso concorrente. O Cuil – pronunciado como a palavra inglesa “cool”, legal em português – promete não só catalogar e ordenar as palavras-chave de um site de acordo com a sua importância.

Ele também compreende o conteúdo de cada página para fornecer os resultados mais relevantes ao internauta. Além de pesquisar mais de 120 bilhões de páginas – contra 40 bilhões do Google.

No entanto, sites e blogs já começaram a encontrar falhas no sistema e nos resultados de pesquisas. Erros que travavam o serviço também foram detectados. No TechCrunch, espaço influente da área de tecnologia, leitor comentou que o Cuil só fez algum barulho porque foi lançado por “ex-Googles”.

Já o Mundo Seo, reconhece a nova proposta do buscador, o novo visual e funcionalidades. Mas acredita que “ainda falta um longo caminho para ele competir de igual para igual com o Google”. Otimista, o autor do espaço espera as novas surpresas que ainda serão apresentadas pela equipe do Cuil.

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O furo da notícia

Para marcar seu posicionamento como “serviço de notícias pessoais”, o blog do Twitter publicou ontem um balanço do comportamento de seus usuários após o terremoto que atingiu Los Angeles, nos Estados Unidos.

Segundos após o inicio do tremor, a primeira mensagem foi publicada (veja abaixo) pela usuária Caroline Vixy. Quatro minutos mais tarde, as primeiras informações oficiais foram divulgadas e, cinco minutos depois, saiu o 1º boletim da Associated Press. 


Veja, no gráfico a seguir, o volume de updates de usuários do Twitter nos primeiros 15 minutos após o inicio do terremoto em Los Angeles (linha azul). Segundo o Blue Bus, a linha verde é para uma comparação com as atualizações em 31 de outubro – após o terremoto que ocorreu em São Francisco.
 


O que chama a atenção é a velocidade com que os internautas ganham voz e utilizam os ambientes 2.0 para gerar conteúdo. A premissa desses espaços é o ineditismo. Antes de ir para imprensa, um assunto pode ter uma ampla repercussão na internet. E isso pode contribuir tanto para o fracasso, como para o sucesso de uma determinada ação.

Obrigado!

 

Como anunciado em texto publicado aqui, no dia 16 de abril, a Máquina Web foi responsável pelo desenvolvimento do hotsite do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, trabalho realizado em parceria com a unidade de TI Desenvolvimento do Grupo Máquina e do Estúdio Saci (direção de arte e webdesign). O IV Congresso finalmente chegou e se encerra hoje, dia 16 de julho, deixando a todos da equipe com uma sensação boa de missão cumprida. 

Por três meses, acompanhamos reuniões com os organizadores do evento e preparamos o site para oferecer tudo que o congressista precisaria até a véspera do Congresso e durante seu acontecimento.  

Depois de tanto trabalho e expectativa, mais trabalho: nos três dias de evento, uma equipe formada por doze pessoas alimentou o site com as últimas notícias, fotos e vídeos de tudo o que acontecia no WTC. Foram mais de 60 notícias, cinco depoimentos em vídeo com os principais nomes da área e mais de 200 fotos – publicadas também em alta resolução para profissionais da imprensa. 


Além da cobertura convencional, criamos também um espaço no Twitter, mandando mais de 50 frases de até 150 caracteres com flashes das últimas comissões e palestras para 36 seguidores cadastrados no site. Foram 15 comissões, quatro grandes palestras e duas plenárias. Também desenvolvemos ações com blogs publicitários oferecendo total apoio aos seus posts.  

O IV Congresso Brasileiro de Publicidade teve imensa importância para a publicidade brasileira e seus profissionais, professores e estudantes.

Agradecemos o apoio de todos envolvidos nesse projeto e aqueles que colaboraram diretamente para que a cobertura on-line saísse à altura do evento.

E o futuro, como está ficando?

O ex-editor do Wall Street Journal, Marcus W Brauchli, foi confirmado como novo editor do Washington Post. “Marcus irá comandar a união das redações e web”, divulgou Nelson de Sá em sua coluna na Folha de S. Paulo na última terça-feira. Os jornais já começaram a movimentação prevista da integração (ou podemos dizer adaptação?) do contéudo produzido pelas redações dos jornais para a internet. Em 9 de maio publicamos um post sobre a pesquisa realizada pela Zogby International sobre a tendência dos jornais.

Naquela época, o resultado apontava que o conteúdo se tornaria mais analítico e os jornais gratuitos. Parece que os 10 anos – tempo que 66% dos entrevistados acharam que será necessário para tornar a internet e celulares a forma mais comum de consumo de notícias – está muito mais próximo. E os grandes jornais antenados à isso.

Guerra sem limites

A Folha de S. Paulo publicou no último domingo uma matéria sobre os métodos nada éticos aplicados por instituições indiretamente ligadas às campanhas do democrata Barack Obama e do republicano John McCain, nos Estados Unidos. Essas instituições, que na verdade são chamadas de “agências de publicidade negativa”, vasculham a vida do candidato em busca de algum deslize histórico ou de declarações infelizes para potencializar o assunto pela TV e pela internet, prejudicando a campanha do oponente.

Esse tipo de ação, que já envenenou e inviabilizou candidaturas como a do democrata John Kerry, em 2004, requer atenção redobrada dos profissionais de relações públicas e marketing na hora de montar e executar planos estratégicos de comunicação política, no âmbito off e on-line. Barack Obama, por exemplo, decidiu criar um comitê que está atento a essas intervenções negativas, conforme post publicado aqui no blog Máquina 2.0 em 10/06. Há até um site, destinado a rebater todas as acusações feitas contra ele.

Além disso, uma das instituições que “trabalha” com Obama, a MoveOn, tem um perfil no YouTube com mais de 120 vídeos e 17 milhões de visualizações, em um retrato de como a internet é fundamental ao planejamento de comunicação.

Ataque

A intenção por trás disso é deixar que essas agências façam o jogo sujo da campanha enquanto o candidato age como se nada acontecesse. Dessa forma, enquanto o adversário sofre com uma enxurrada de fatos negativos, o candidato observa como se nada acontecesse e aproveita-se do fato para capitalizar sua imagem.

A tática é levada tão a sério nos Estados Unidos que as “agências de publicidade negativa” criaram até mesmo uma espécie de Oscar, o Pollie Awards, o qual premia os “marqueteiros” de maior destaque na área.

O uso de métodos, muitas vezes obscuros, para promover a imagem de um candidato, um produto ou uma ação é sempre questionável. Para Bush, contra John Kerry, funcionou. Mas hoje, com a arena pública da web, será possível continuar criando factóides e direcionando a opinião do público de maneira uniforme?