Luz, câmera, ação!

“Assistir a vídeos na internet já não é como antes”, estampou a Folha em seu caderno de Informática desta quarta. O texto explica que filme na rede deixou de ser sinônimo de YouTube, com o crescimento de outras alternativas em redes sociais, celulares, emails, blogs e canais on-line.

Para acompanhar esta disseminação do vídeo em todos os ambientes da web, algumas empresas já perceberam que precisam desenvolver novas linguagens. Um ótimo exemplo destas novas possibilidades está agitando a blogosfera. A propaganda do lançamento do jogo Wario Land Shake it, para o console WII da Nintendo, gerou uma repercussão muito positiva para a companhia.  

 

“A surpresa é incrível. É algo que não costuma acontecer”, disse Flávio Lamenza – do Chongas.net, um dos maiores blogs de humor do país. Já Merigo – autor do Brainstorm #9 – afirmou que esperava mais uma boa dica de game e, ao terminar de assistir, bateu a cabeça na mesa de perplexidade. “É genial”.

Realmente não dá para descrever os 45 segundos da “experiência” que, recebeu até o momento, mais de 500 mil acessos. É a audiência que representa o sucesso da ação. “A Nintendo deve ter pago uma nota”, comentou um internauta. Nesse caso, a visibilidade que a marca ganhou é imensurável.

Com a evolução da internet, as marcas precisam, acima de tudo, saber se posicionar em um ambiente onde as pessoas estão cada vez mais ligadas aos assuntos de seu interesse. Despertar a curiosidade do internauta e gerar comunicação espontânea é uma mistura que (quase sempre) dá certo.

Contudo, não adianta apenas replicar iniciativas bem-sucedidas. É importante que as marcas estejam sempre atentas ao ritmo maluco de expansão de possibilidades da internet. A reinvenção constante é necessária para quem não quer perder o bonde.

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A socialização da notícia

A tendência de segmentação das redes sociais em pequenos nichos cada vez é maior. Entendendo isso, o conceituado jornal NY Times criou o Times People, uma rede social em que você não faz amigos, e sim, indica as melhores notícias do portal para os próximos leitores. Uma espécie de versão mais avançada do espaço que a Folha de São Paulo dedica para o campo “mais lidas” ou “mais comentadas”.

A notícia pipocou em diversos blogs pela web (Blue Bus e The Strategy Web, por exemplo) e gerou uma dúvida: Qual é a intenção do jornal por trás disso?

Alguém arrisca?

Bom ou ruim?

A dúvida sobre as conseqüências da internet na formação dos jovens e seu impacto na sociedade é o tema da seção Superpapo da Super Interessante deste mês (não disponível na internet). A revista entrevistou um escritor e um filósofo para ouvir suas opiniões e (tentar) achar uma conclusão para o assunto.

 

 

Para o americano Mark Bauerlein – autor do livro The Dumbest Generation (“A Geração Mais Burra”) -, a internet “nos deixa estúpidos”. Segundo ele, a maneira como os jovens usam a rede compromete a curiosidade intelectual, o conhecimento histórico, a consciência cívica e os hábitos de leitura das pessoas. Bauerlein entende que a intensa utilização das redes de relacionamento faz com que os adolescentes vivam isolados em seu próprio universo, praticamente sem interagir com os adultos.

 
Já o filósofo David Weinberger – professor do Centro Berkman para Internet e Sociedade da Universidade de Harvard-, acredita que os jovens lucram com comunidades virtuais e pesquisas na web. Weinberger aponta o compartilhamento de informações como o principal fator para fomentar discussões e facilitar a compreensão do mundo. “Nós avançamos quando conversamos com pessoas com quem concordamos”, rebate David à crítica sobre o predomínio das relações horizontais (entre pares) sobre as verticais (entre jovens e adultos).

 
É importante encontrar um equilíbrio diante de posições tão antagônicas. Ao mesmo tempo em que a rede oferece um volume inédito de informações e diversas formas de comunicação, ela também possibilita a criação de casulos onde as pessoas podem se isolar.

 
Tudo depende da maneira – e do clique – de quem navega.

 

A web comenta:

 

Hoje é dia de festa!

Um campeão não é feito só de prêmios. Ele é fruto do suor, da dedicação e do trabalho em equipe. Um verdadeiro vencedor não se preocupa apenas com as suas medalhas, mas sim com a própria superação.

Chega de papo furado! Nós somos campeões do Prêmio Comunique-se e estamos levantando o troféu cheios de orgulho! Vencer é bom demais, e comemorar é melhor ainda. Por isso, a Máquina quer compartilhar a alegria de ter sido, mais uma vez, escolhida a Melhor Agência de Comunicação do Ano. 

Foram mais de 90 mil profissionais de comunicação votando nos melhores da área, o que demonstra o reconhecimento do trabalho da equipe Máquina. 
 

 

Aos nossos clientes, amigos, fornecedores e parceiros que acreditaram no nosso trabalho, nossos mais sinceros agradecimentos.

Esta vitória é nossa!

Equipe Máquina

“Eu quero ter um milhão de amigos”

Ressaltando a presença diferenciada de Barack Obama nos ambientes da web – tema já abordado neste blog -, a France Presse acaba de publicar o resultado de uma pesquisa do Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism. O trabalho confirma a liderança de Obama nas redes sociais e já começou a repercutir na blogosfera em espaços como o Blue Bus

“No inicio do mês o democrata tinha 1,7 milhão de amigos no Facebook e 510 mil no MySpace, enquanto o republicano contava 309 mil e 88 mil, respectivamente. No YouTube, a diferença é enorme – o numero de pessoas visitando o canal oficial de Obama no mês passado é 11 vezes maior do que o numero de visitantes ao canal de McCain”, afirmou o blog.

Em uma corrida presidencial tão apertada, a internet pode fazer a diferença. A gestão da imagem de Obama na rede tem sido impecável. Por isso, para fazer a diferença, ter um número considerável de “adeptos” nos espaços onde o candidato atua é fundamental para disseminar suas idéias e, principalmente, conquistar mais e mais amigos.

Cada um no seu quadrado

A expressão, que ficou popular após a divulgação de um videoclipe no blog Kibe Loco, me faz lembrar o atual estágio das redes sociais.

O último Folha Informática trouxe uma nota divulgando que “integrantes de mais de uma dezena de agências de inteligência dos EUA, poderão fazer parte da A-Space” – uma rede específica para trocar informações sobre terrorismo etc.

A idéia de criar espaços mais segmentados de acordo com o perfil do público não é nova. Algumas empresas no Brasil já implementaram ambientes específicos para troca de informações entre funcionários, alunos etc.  

É mais uma ferramenta de comunicação interna que desperta o interesse de muita gente, pois reúne pessoas com foco específico para determinado assunto e oferece privacidade para a troca de informações.

Daqui para frente, isso será mais comum do que a gente imagina e, como diz a música: “cada um no seu quadrado, ou melhor, na sua rede”.