Exclusividade?

Essa semana a notícia sobre o interesse de Mark Zuckerberg (criador do Facebook) vender informações pessoais de sua plataforma para as empresas, despertou uma discussão muito interessante sobre o valor das redes sociais.

Zuckerberg demonstrou ao público do Fórum Econômico Mundial, em Davos, como a rede de relacionamento pode ser usada para pesquisar grupos específicos de usuários. “Descobrir nichos e escolher o público alvo é um dos benefícios que a rede social pode trazer com resultados muito rápidos”, disse.

Além disso, até o humor do usuário pode ser acompanhado, assim como todos os seus passos na internet. Com esses dados em mãos, as empresas teriam parte do controle da situação podendo até escolher qual publicidade veícular para determinado usuário.

É o máximo da customização.

Beneficio ou malefício? Essa é a pergunta que paira no ar. Até que ponto essa iniciativa afetaria a vida do internauta que tem como pretensão apenas se relacionar? A decisão de Zuckerberg pode apresentar uma reação em cadeia nesses ambientes.

Imaginem se o Orkut resolvesse aderir à essa moda?

Por enquanto nada está acertado, porém só a especulação já foi o suficiente para gerar um buxixo ao redor do assunto na internet.

É coisa de gente grande

O ano era 2004, o uso da internet já era recorde no Brasil, apesar das dificuldades em se comprar um computador e das lentas conexões de internet se comparadas ao resto do mundo. Mesmo assim, nós brasileiros, usávamos frequentemente ferramentas como MSN, salas de bate-papo e fóruns de discussões.  


Nada muito diferente do que fazemos hoje, certo?


Errado.


Naquele mesmo ano, o Google resolveu lançar, em fase experimental, a rede social Orkut. O site tinha como função reunir amigos e pessoas com o mesmo interesse em comunidades. A entrada no site era restrita. Apenas com um convite de  participantes do Orkut o internauta conseguia entrar rapidamente no espaço.


A estratégia de ligar uma grande rede de conhecidos com assuntos em comum era garantia de sucesso. Tanto que,  depois de cinco anos, o site continua bem-sucedido, porém,  com um ‘pequeno’ ajuste no foco.


O que há cinco anos era uma reunião de amigos, hoje é vista pelas empresas como  oportunidade de negócio. O fato é que cada vez mais os internautas  brasileiros também têm essa percepção. Por isso é comum encontrarmos comunidades numerosas ligadas  à determinado produto ou serviço em detrimento das tradicionais “Odeio acordar cedo” ou “Demorou para chegar sexta-feira”.  


Isso significa que não só a web está amadurecendo. As redes sociais (antes taxadas de espaço para diversão) também. É a tendência – que cada vez mais as diversas plataformas de comunicação na internet devem ser levadas à sério – virando realidade.