O DNA da inovação

por Heloisa Mello

Fui ao HSM Expomanagement 2010 e tive a oportunidade de assistir palestras de renomados executivos mundiais. Escolhi compartilhar aqui alguns tópicos abordados na apresentação de Gary Hamel, especialista em gestão e eleito recentemente um dos mais influentes pensadores de negócios do mundo pelo The Wall Street Journal.

O tema da apresentação foi “Management Innovation – Construindo uma empresa excepcional para tempos excepcionais” e Hamel abordou os desafios que devem ser enfrentados na gestão do século XXI. Para ele, estamos vivendo na “era da criatividade”, onde a necessidade de inovar e criar tornou-se mais importante do que desenvolver conhecimento. Neste cenário, as empresas precisam de novas práticas e novos princípios de gestão.

Uma companhia que quer ser inovadora deve ter isso em seu DNA – a inovação tem que estar do topo à base e não apenas em uma equipe ou em um processo. Para isso, os líderes precisam motivar as pessoas para que elas não apenas executem suas capacidades no trabalho, mas também coloquem paixão e tenham iniciativa. É essencial incentivar a equipe para que haja um compromisso maior com a empresa, e não apenas interesses individuais, e para que encontrem um sentido mais amplo no que fazem. Isso é possível com um modelo organizacional que ofereça mais liberdade e mais autonomia às pessoas.

Por que vale a pena inovar? Porque inovação gera diferenciação. E diferenciação gera valor. Um bom exemplo é a Apple, que tem apenas 4% do mercado mundial de telefones móveis, mas fatura mais com as vendas dos telefones do que outras concorrentes.

Para finalizar, um alerta de Gary Hamel: o que mais limita o desempenho da sua empresa é o seu modelo de gestão. Pensem nisso.

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O novo conceito de Marketing 3.0

Karina Brandford*

O famoso professor e consultor de marketing, Philip Kotler, está em visita ao Brasil esta semana para falar sobre o seu novo livro “Thriving with Marketing 3.0” e difundir esse novo conceito. Em palestra na Expo Management 2010, feira realizada pela HSM no dia 09/11, o guru começou dizendo que o Brasil tem se tornado mais e mais conhecido também por conta da divulgação de suas marcas.

Em tom emocionado, o profissional contou que aquele era o maior público de sua história. Cinco mil pessoas prestavam atenção às suas palavras e mais três mil esperavam do lado de fora para a segunda apresentação.

Continuando a falar sobre o potencial do nosso país, o mestre citou como somos sortudos em viver num lugar que não tem guerra, possui uma economia relativamente estável e que já está sendo visto como uma potência. Até jogos mundiais serão sediados aqui.

Mas o que isso tem a ver com o enredo? Ele fez uma introdução do cenário nacional para alertar os empresários de como andam as ações de marketing globais. Segundo estudos, muitas empresas (70%) ainda estão praticando o Marketing 1.0, centrado apenas na venda dos produtos, enquanto o comportamento das pessoas muda a cada minuto.

O 2.0, que é mais voltado para a orientação do consumidor e o progresso societário, já atinge bem menos, são apenas 25%. Já o 3.0, ligado aos valores humanitários e causas sociais, só é praticado por 5% das organizações. Exemplos dessa minoria? Starbucks e Apple. Duas companhias citadas, lembradas e curtidas mundialmente.

As marcas que estão no segundo patamar ainda não conhecem bem o seu público, mas tentam impressioná-lo com criatividade e estão ao menos vendendo bem o seu produto. É uma média e quer dizer que elas estão crescendo e construindo sua imagem. Mas elas precisam passar de fase, e para isso, têm que começar a se preocupar com assuntos diversos, como o meio ambiente. Essa etapa é a do marketing social e precisa ser reinventado.

Qualquer público-alvo é como um peixe no aquário. Precisa ser estudado e analisado. Se ele estiver satisfeito, dará um jeito de mostrar a sua alegria. Caso contrário, ficará parado na transparência do vidro. É importante que as empresas pensem nos seus valores e no que vão oferecer a seus clientes, como inovação, qualidade e serviço de atendimento.

Já é fato que nos próximos anos, as atividades de marketing serão menos efetivas, os budgets menores e as companhias pedirão aos colaboradores que façam mais por menos. Aí, então, surgirão ainda mais demandas dos distribuidores, investidores, imprensa, clientes e até da concorrência e das mídias sociais.

Nesse caso, Kotler sugere o Marketing 3.0 por meio da união de ações táticas e estratégicas. É preciso ir em direção à corrente do rio hoje e contra a corrente amanhã. As novidades surgem e as empresas precisam estar preparadas. No futuro, ele acredita que o gerenciamento de produtos será feito com co-criação, assim como o gerenciamento de clientes deverá ser feito por meio de ações comunitárias e o gerenciamento de marcas passa a ser personalizado de acordo com o que o público acha.

Para finalizar, Philip Kotler sugeriu a leitura do livro “Firms of Endearment”. Em suma, os autores Raj Sisodia, Jag Sheth e David B. Wolfe, tratam das formas humanas de se trabalhar a divulgação dos produtos e conceitos do marketing. Com o incremento das redes sociais, as estratégias corporativas precisam ser mais voltadas ao “coração”. Ao contrário do que muitos dizem, esses ambientes virtuais aproximam ainda mais as pessoas e as marcas, tanto positiva quanto negativamente.

*Karina Brandford é Relações com a Mídia na Máquina Public Relations

Agência MWeb no Valor Setorial

A Agência MWeb voltou a ser fonte do Valor Econômico. Desta vez, fomos consultados para matéria “Interação fica mais eficiente”, publicada no dia 08 de novembro pelo Valor Setorial “Comunicação Corporativa”.

Confira a reportagem: