Grupo Máquina PR analisa os segundo turno das eleições municipais

*Por Vivaldo de Sousa e Marcelo Diego

Concluídas as eleições municipais, três potenciais candidatos à presidência da República saíram fortalecidos com o resultado do segundo turno: Dilma Rouseff, com a vitória dos partidos da base aliada, na qual incluímos o PSD de Gilberto Kassab, que pode ganhar um ministério; Aécio Neves, que após a derrota de José Serra para a prefeitura de São Paulo passa a ser o principal nome da oposição e que conseguiu eleger no primeiro turno seu candidato em Belo Horizonte; e Eduardo Campos, que, além de  eleger seu candidato em Recife, no primeiro turno, viu o PSB avançar em outras cidades.

Esta análise parte do pressuposto de que, por condições de saúde ou de atenção ao direito de reeleição, o ex-presidente Lula não será candidato em 2014. De toda forma, a condução do pleito de 2012 mostra que sua influência dentro do partido segue inabalada, coroada pelo projeto que recolocou o PT no comando da Prefeitura de São Paulo – pavimentando, desde já, um caminho para uma eleição competitiva também para o Palácio dos Bandeirantes (desde 2002, o PSDB elege o governador sem necessitar sequer de segundo turno).

A ideia de que é necessário renovar o partido e apresentar novas saídas para o eleitor emerge não só pela experiência do PT em São Paulo, mas de outras localidades. Tanto que o próprio PSDB já usava o discurso da “renovação” em sua análise eleitoral na noite deste domingo. Esse processo poderá influenciar na escolha dos candidatos a governador do PT em São Paulo em 2014, onde Luiz Marinho (prefeito reeleito de São Bernardo do Campo) e Alexandre Padilha (ministro da Saúde, que transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo) são apontados como prováveis candidatos juntos com Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, ministros do governo Dilma.

Apertado pela derrota na capital, espremido pelo fortalecimento de outras legendas no Estado (PSB e PSD, por exemplo), tendo perdido o comando de quase 40 prefeituras, o PSDB sabe que enfrentará resistências para se manter alojado no comando do governo de São Paulo, onde está desde a eleição de 1994.

A vitória de Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, fortalece o projeto político do casal de ministros Gleisi Hofmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicações), que bancou o nome do ex-deputado do PSDB, com atuação destacada na CPI dos Correios. O resultado do primeiro turno já havia indicado Sergio Cabral como um dos vitoriosos com a vitória de Eduardo Paes.

Confirmando o que já havia sido apontado na avaliação do primeiro turno, os partidos que integram a base aliada da presidenta Dilma Rousseff venceram em 17 capitais, incluindo as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte –apesar da aproximação de Márcio Lacerda com o senador Aécio Neves (PSDB). A oposição, com destaque para o PSDB, venceu em oito capitais, incluindo Salvador, Manaus, Belém e Teresina. PSOL elegeu em Macapá seu primeiro prefeito em capital.

O resultado na Bahia tende a ser interpretado como uma mácula para o governador Jaques Wagner e abre espaço para que ACM Neto (DEM) amplie seu espaço vocalizando críticas ao governo federal.

Em relação à base aliada, cabe destacar que o PSB de Eduardo Campos é próximo do PSDB em Minas Gerais e São Paulo. E disputou contra o PT no Recife, quando Campos conseguiu eleger no primeiro turno seu candidato, Geraldo Júlio. Agora, no segundo turno, vale destacar o resultado em Fortaleza, onde a vitória do PSB foi novamente em cima do PT. E também em Campinas, onde a vitória foi sobre Márcio Pochman, candidato do PT escolhido diretamente por Lula.

No total, 11 partidos elegeram prefeitos nas capitais. Considerando os eleitos no primeiro turno, 25 dos 30 partidos com registro no TSE conseguiram eleger pelo menos um prefeito. Entre as 83 cidades com mais de 200 mil eleitores, consideradas chaves para a eleição presidencial, o PT conquistou 16 prefeituras, seguido pelo PSDB (14), PMDB (10) e PSB (11) e o PDT (5). Considerando todos os partidos, a  base aliada elegeu 50 prefeitos nessas cidades e a oposição, aqui incluído o PSOL, somou 33 cidades.

Entre os grandes perdedores das eleições municipais estão José Sarney, que viu o candidato apoiado por Flávio Dino, presidente da Embratur e um dos seus principais opositores, vencer em São Luiz, o que poderá facilitar a campanha de Dino ao governo estadual em 2014. Outro grande derrotado foi José Serra, que perde espaço no partido para Aécio Neves.

Espremida no calendário, a eleição municipal é muitas vezes associada a um termômetro dos rumos nacionais da política. Nem sempre é assim. Há ainda no cenário reticências sobre a capacidade de a economia do Brasil voltar a crescer em ritmo vigoroso, uma crescente constatação de que o País não pode prescindir de algumas reformas (seja no ambiente político, sejam regulatórias) e de investimentos maciços em infraestrutura, há um impacto sobre a Copa do Mundo (sucesso tende a render louros aos governantes atuais; fracasso poderá significar uma mácula importante no debate eleitoral) e ainda um enigma sobre a real importância do julgamento do mensalão sobre os usos e costumes políticos.

Resultados nas capitais

Cidade Prefeito Partido Eleitorado
Belo Horizonte Márcio Lacerda PSB 1.860.172
Goiânia Paulo Garcia PT 850.777
Maceió Rui Palmeira PSDB 501.801
Porto Alegre José Fortunati PDT 1.076.263
Recife Geraldo Julio PSB 1.169.678
Rio de Janeiro Eduardo Paes PMDB 4.719.607
São Paulo Fernando Haddad PT 8.619.170
Salvador ACM Neto DEM 1.881.544
Manaus Arthur Virigilio Neto PSDB 1.178.120
São Luís Edivaldo Holanda Jr PTC 678.070
Teresina Firmino Filho PSDB 531.138
João Pessoa Luciano Cartaxo PT 480.237
Macapá Clécio PSOL 253.365
Rio Branco Marcus Alexandre PT 226.386
Fortaleza Roberto Cláudio PSB 1.612.155
Curitiba Gustavo Fruet PDT 1.172.939
Natal Carlos Eduardo PDT 526.426
Cuiabá Mauro Mendes PSB 397.626
Florianópolis Cesar Souza Jr PSD 322.875
Porto Velho Mauro Nasif PSB 278.410
Belém Zenaldo Coutinho PSDB 1.009.756
Vitória Luciano Rezende PPS 255.367
Palmas Carlos Amastha PP 150.526
Campo Grande Alcides Bernal PP 561.630
Aracaju João Alves DEM 571.149
Boa Vista Tereza PMDB 183.173

*Vivaldo de Sousa

Especialista em Public Affairs, atua no planejamento estratégico de contas públicas e na direção do trabalho de relações governamentais na área corporativa do Grupo Máquina PR. Jornalista formado pela PUC-SP e mestre em Ciência Política pela UnB, atuou como repórter e coordenador de Economia e Geral na Folha de S. Paulo. Foi editor-assistente na sucursal da Veja em Brasília e repórter da IstoÉ. É professor de graduação em Jornalismo no UniCEUB.

*Marcelo Diego

Dirige as áreas editoriais, de métricas, web, pesquisa e treinamento do Grupo Máquina PR. É jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, com MBA em Economia e extensão em Marketing. Atuou por mais de 14 anos no jornal Folha de S. Paulo, como editor-adjunto em Política, Economia e Esporte, e também como colunista. Foi repórter especial no portal iG e correspondente internacional baseado em Nova York.

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DemoDay acelera novos negócios

Na última sexta-feira (19/10), a aceleradora de negócios digitais 21212 realizou, no Rio de Janeiro, a segunda edição do Demo Day, que é a apresentação oficial de novas companhias com grande potencial de geração de negócios. Durante o evento, a 21212 apresentou, a grupos de investidores brasileiros e internacionais, nove startups do setor de tecnologia com as quais trabalhou no processo de aceleração durante os últimos seis meses.

Os sócios-fundadores fizeram também um balanço das 19 startups aceleradas em 2012, além de anunciarem o aumento do ticket pago às empresas e o fundo de investimento da própria 21212, que possibilitará que empresa acelere aproximadamente 30 startups por ano. 

Destinado a empreendedores com perfil inovador, o Demo Day reuniu especialistas de renome internacional para debater o futuro das startups de tecnologia no Brasil. Grande pauta de negócios, o evento contou com a cobertura de veículos, como o jornal O Globo, Valor Econômico, além da mídia especializada em tecnologia e startups, como Info Exame, o canal Startupi do Portal IG e The Next Web.Image

Sobre as startups aceleradas

Access Club – O Access Club é uma rede de benefícios exclusiva para convidados. São oferecidas vantagens únicas e permanentes em todas as marcas parceiras do Club. Para as empresas, o Access Club é um forte canal de relacionamento para aproximar as marcas aos clientes formadores de opinião.

Bidcorp A Bidcorp atua no mercado de bens e ativos excedentes, com foco inicial no mercado de construção civil. Através da gestão e venda de ativos pela plataforma online, as empresas podem disponibilizar seus ativos novos e usados disponíveis para o todo mercado brasileiro a preços acessíveis a pequenas e médias empresas, monetizando o que antes era desperdiçado. A Bidcorp já possui mais de R$ 50 milhões em ativos excedentes de grandes construtoras brasileiras.

Easyaula – O Easyaula é um mercado online de aulas que possibilita o encontro de pessoas que querem aprender com pessoas que querem ensinar. No site, qualquer pessoa pode ser um professor e usufruir das ferramentas e serviços disponíveis na plataforma para oferecer um curso, palestra ou workshop. Todos os assuntos são bem vindos, desde marketing digital e empreendedorismo até pôquer, gastronomia e ioga.

Queremos – Fãs dependem de produtores locais para realizar os shows das suas bandas favoritas. Produtores se arriscam produzindo shows sem saber se terão seu dinheiro de volta com a venda de ingressos. Já os artistas não tocam tanto quanto queriam. O Queremos! é uma plataforma que junta fãs, produtores de show e artistas para promover e realizar eventos através de crowdfunding.

Site Sustentável – A ideia é aumentar o valor de marcas na internet, através da sustentabilidade. Todo site é hospedado em um servidor que consome energia, cujo consumo polui. O Site Sustentável calcula as emissões de CO2 do website e quantas árvores precisam ser plantadas para fazer a neutralização. Através de nossos parceiros de plantio, as mudas são identificadas e plantadas em áreas de reflorestamento ou mata nativa, fotografadas e mapeadas através do GoogleMaps, tudo para garantir transparência e credibilidade. Desta forma, aumenta-se também o tráfego de usuários nos sites (SEO), as conversões de vendas e a fidelização de clientes.

WeGoOut O WeGoOut é o primeiro aplicativo de interação social da noite, que recomenda para cada pessoa, as melhores festas e locais para sair, baseado no seu grupo de amigos e interesses, mostrando quem vai lá estar, quem já está lá e fotos do ambiente.

Xjobs O XJobs é uma plataforma para terceirização de projetos online, que permite que projetos ou tarefas sejam publicados no site para que profissionais, freelancers e prestadores de serviços enviem propostas e executem estes projetos online. O XJobs possui uma área de trabalho aonde o “job” é gerenciado do início ao fim.

ZeroPaper – ZeroPaper é um gerenciador financeiro inteligente, simples, voltado para micros e pequenos empresários e empreendedores individuais. Ele provê aos seus clientes uma visão plena de suas finanças, ajudando-os a tomar decisões estratégicas sobre seus negócios. O sistema traz conceitos financeiros e insere pílulas destes conhecimentos no dia a dia da operação, tornando donos de pequenos negócios em melhores gestores financeiros. O ZeroPaper é grátis para empresas que faturam menos de R$ 10 mil por mês e funciona inteiramente na nuvem, com disponibilidade integral e a mesma segurança aplicada em internet bankings.

Zona UniversitáriaO Zona Universitária ajuda estudantes universitários a pensar sobre um “mapa de conquistas” acadêmico. Ao capturar todos objetivos de profissionais de maneira estruturada, a plataforma permite que eles possam compartilhar suas metas e conquistas com a finalidade de oferecer e conseguir ajuda. Ao saber quais os objetivos dos estudantes, uma conexão perfeita é criada com as oportunidades de mercado, oferecendo um jeito de recrutar jamais visto.

 

Como é o processo de aceleração de uma startup?

As empresas que passam pela seleção para o programa de aceleração da 21212 concorrem com centenas de startups e, durante quatro meses, contam com o suporte de um grupo de mentores internacionais em diferentes áreas como negócios, tecnologia, design e jurídica. Para impulsionar esse desenvolvimento, os empreendedores passam pelos escritórios da 21212 no Rio de Janeiro e Nova Iorque, tendo a oportunidade de unir as boas práticas do mercado dos Estados Unidos ao potencial do mercado digital brasileiro. O investimento inicial para que cada empresa se desenvolva é da ordem de R$ 300 mil, entre capital e serviços.

Grupo Máquina PR analisa o primeiro turno das eleições municipais

*Por Vivaldo de Sousa e Marcelo Diego 

Cenário Nacional
Em Belo Horizonte (MG), embora Márcio Lacerda (PSB) tenha ganho no primeiro turno, como as pesquisas já indicavam, não se pode dizer que seja uma balde de água fria para a presidenta Dilma. Certamente fortalece Aécio Neves e Eduardo Campos, que podem ser apontados entre os vencedores dessas eleições, quando olhamos apenas para o resultado nas capitais.

Por que a vitória de Lacerda não seja um balde de água fria em Dilma, embora seja uma derrota pessoal dela? Dos quatro prefeitos reeleitos no primeiro turno, todos são de partidos da base aliada do governo, onde o PSB está e deve continuar no cenário atual, com a economia se recuperando. Dos cinco prefeitos eleitos no primeiro turno nas capitais, apenas dois (Aracaju e Maceió, com peso menor no cenário nacional) são de partidos da oposição. Os outros três são de partidos da base aliada.

Nos locais em que haverá segundo turno, o PSDB (que disputa em oito cidades, entre elas São Paulo e Manaus, onde Lula se envolveu diretamente) se consolida como principal partido de oposição. Tudo dependerá agora dos resultados do segundo turno, pois o PT disputa em seis cidades (São Paulo é a mais importante, mas Salvador, na briga com ACM Neto, e Fortaleza, na disputa com o PSB, também são relevantes).

Apesar das divergências entre os partidos da base aliada (PSB em especial), a disputa em sete cidades no segundo turno se dá entre partidos da base aliada. E em outras sete, a disputa envolve um partido da base aliada.

Também podemos incluir Lula entre os vitoriosos no primeiro turno. Além da ida de Fernando Haddad para o segundo turno, em São Paulo, agora mais forte porque tem um menor índice de rejeição e deve ganhar o apoio de eleitores de Chalita e Russomano, o ex-presidente conseguiu eleger para a prefeitura de São Bernardo do Campo, em primeiro turno, Luiz Marinho (seu candidato ao governo de São Paulo em 2014, considerado por ele um nome novo, a exemplo de Haddad, e que deverá disputar com Mercadante, Marta e o ministro da Saúde Alexandre Padilha). Também conseguiu levar Nelson Pellegrino para o segundo turno na Bahia, mas não impediu a ida de Arthur Virgilio, aparentemente com mais vantagens, para o segundo turno em Manaus.

Em resumo: embora seja cedo para avaliações mais profundas, podem ser apontados entre os vencedores Sergio Cabral, o casal de ministros Paulo Bernardo / Gleisi Hofmann (que defenderam o apoio à candidatura de Gustavo Fruet, na disputa do segundo turno com Ratinho Jr., em Curitiba), PSOL (que obteve boa votação de Marcelo Freixo, no Rio, e disputa o segundo turno em Belém, com grandes chances de eleger o prefeito, e Macapá). O PMDB, que já tinha eleito mais de mil prefeitos, deve se manter um partido cobiçado numa aliança eleitoral para a presidência da república.

Entre os derrotados, sempre numa avaliação preliminar e com base nas capitais, Dilma pode ser incluída entre os derrotados (mas vale lembrar que ela fez campanha para Haddad em São Paulo e deve repetir isso no segundo turno), Sarney (não conseguir levar seu candidato nem mesmo ao segundo turno em São Luís). Embora ainda possa eleger ACM Neto como prefeito em Salvador, o resultado da votação deste domingo foi uma derrota preliminar do DEM, uma vez que o deputado poderia ter ganho já no primeiro turno, conforme as pesquisas iniciais indicavam. Podemos incluir ainda entre os derrotados o ex-senador Tasso Jereissati, uma vez que o segundo em Fortaleza se dará entre dois candidatos da base aliada (PSB x PT).

A consolidação de Eduardo Campos como uma liderança nacional deve abrir espaço para que um nome alternativo para a presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro do próximo ano, colocando areia no acordo entre o PT (a contragosto) e o PMDB para dar a cadeira ao deputado Henrique Eduardo Alves. E esse nome deve vir do PSB mineiro, com o aval de Campos. Provavelmente o deputado Júlio Delgado (MG).

Em São Paulo
A campanha de Russomano dava sinais concretos de fadiga de material e as curvas das pesquisas eram muito acentuadas. Ele perdia votos em uma intensidade muito grande, principalmente nas franjas da cidade. Pode-se dizer que existe um fenômeno curioso nesta eleição: Russomano ascendeu no início graças à sua propalada “facilidade em se comunicar”, mas acabou perdendo a eleição justamente na batalha da comunicação – deixou claro que era voluntarista e não tinha proposta de governo; cometeu um erro capital ao não saber defender sua ideia de tarifa progressiva de ônibus e não conseguiu se distanciar da imagem de ser o candidato da Igreja Universal.

A ascensão do PSB
Outro ponto curioso é que ontem, o PT já se apropriou de um discurso de que “os partidos da base aliada foram os vitoriosos na urna” _o que é uma verdade nos números, mas talvez não na sua essência. Porém, a novidade desta eleição é justamente a emancipação de uma série de legendas, mais destacadamente o PSB (ontem, o presidente da legenda Eduardo Campos já dizia em entrevista ao Poder Online que o PSB atingiu a “maioridade”). Sai desta eleição muito fortalecido e uma incógnita: o PSB é o que integra a base aliada ou aquele que atuou ao lado de Aécio Neves para eleger Lacerda em BH, contra a presidente Dilma?

Prefeitos Reeleitos
José Fortunatti (PDT) – Porto Alegre – 65% (base aliada)
Márcio Lacerda (PSB) – Belo Horizonte – 52% (base aliada)
Eduardo Paes (PMDB) – Rio de Janeiro – 64% (base aliada)
Paulo Garcia (PT) – Goiânia – 57% (base aliada)

Prefeitos eleitos
Geraldo Julio (PSB) – Recife (base aliada)
Rui Palmeira (PSDB) – Maceió
João Alves (DEM) – Aracaju
Teresa Surita (PMDB) – Boa Vista (base aliada)
Carlos Amastha (PP) – Palmas (base aliada)

Capitais com segundo turno

Capital Partidos 
São Paulo PSDB x PT (base aliada)
Vitória PPS x PSDB
Salvador DEM x PT (base aliada)
Fortaleza PT x PSB (base aliada)
São Luís PTC x PSDB
Teresina PSDB x PTB (base aliada)
Natal PDT x PMDB (base aliada)
João Pessoa PT x PSDB (base aliada)
Manaus PSDB x PCdoB (base aliada)
Belém PSOL x PSDB
Porto Velho PV x PSB (base aliada)
Macapá PDT x PSOL (base aliada)
Rio Branco PSDB x PT x (base aliada)
Florianópolis PSD x PMDB (base aliada)
Campo Grande PP x PMDB (base aliada)
Cuiabá PSB x PT (base aliada)
Curitiba PSD X PDT (base aliada)

Curiosidades importantes:

* O terceiro lugar do PT em Porto Alegre deixa o governador Tarso Genro em situação constrangedora _e uma grande incógnita: em quem a presidente Dilma teria votado?;

* Depois de tanto baterem, Serra e Haddad devem cortejar Russomano, que pode se transformar em um novo “efeito Maluf” (apoio que todos querem, mas cuja consequência ninguém sabe ao certo qual será);

* Fruet em Curitiba no segundo turno é uma derrota pessoal do governador Beto Richa (PSDB);

* Eduardo Paes se consolida como grande nome de uma nova geração política, entre os prefeitos;

* Caminho para oposição aberto no Maranhão principalmente para 2014.

 

*Vivaldo de Sousa

Especialista em Public Affairs, atua no planejamento estratégico de contas públicas e na direção do trabalho de relações governamentais na área corporativa do Grupo Máquina PR. Jornalista formado pela PUC-SP e mestre em Ciência Política pela UnB, atuou como repórter e coordenador de Economia e Geral na Folha de S. Paulo. Foi editor-assistente na sucursal da Veja em Brasília e repórter da IstoÉ. É professor de graduação em Jornalismo no UniCEUB.

*Marcelo Diego

Dirige as áreas editoriais, de métricas, web, pesquisa e treinamento do Grupo Máquina PR. É jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, com MBA em Economia e extensão em Marketing. Atuou por mais de 14 anos no jornal Folha de S. Paulo, como editor-adjunto em Política, Economia e Esporte, e também como colunista. Foi repórter especial no portal iG e correspondente internacional baseado em Nova York

Clientes do Grupo Máquina PR entre os Mais Admirados no ranking da revista Carta Capital

(foto: Carta Capital)

A revista Carta Capital promoveu na noite de segunda-feira (1º) a cerimônia de premiação do ranking das Empresas Mais Admiradas no Brasil. O evento, que aconteceu no Espaço Rosa Rosarum (São Paulo), reuniu personalidades do meio político, como a presidenta Dilma Houssef, e também as maiores lideranças empresariais do País.

Em sua 15ª edição, o prêmio reconhece as empresas que constroem a respeitabilidade corporativa, e ao mesmo tempo contribuem para a disseminação da ética empresarial e o desenvolvimento socioeconômico do País. Com a regionalização dos negócios, neste ano o ranking iniciou uma incursão por países da América Latina para identificar quais são as companhias brasileiras mais admiradas na região. Para a pesquisa, liderada pelo consultor Paulo Secches, presidente da Officina Sophia, foram entrevistados mais de 1,2 mil executivos brasileiros e outros mil na América Latina.

Na consolidação do ranking, dois importantes clientes do Grupo Máquina PR foram escolhidos entre as cinco empresas mais admiradas na América Latina: a Petrobras, na primeira colocação, e a Ambev, na terceira.

Na lista das dez companhias com maior reputação entre os executivos brasileiros apareceram, além da Apple, que lidera o ranking, a Petrobras (4ª), Vale (5ª) e a Ambev (7ª). A relação de clientes do Grupo Máquina PR se estendeu também a lideranças empresariais, como Abilio Diniz e Jorge Paulo Lemann, que apareceram entre os dez mais admirados, ocupando a terceira e nona posições respectivamente.

Na divisão por macrossetores da economia, a ALL venceu na categoria Logística; a Telefônica | Vivo, por sua vez, foi reconhecida como Operadora de Telefonia Móvel e também de Telefonia Fixa; Vale apareceu como a empresa de Mineração mais admirada e a Ambev, como a indústria de Bebidas.

Confira a lista das empresas mais admiradas do Brasil, por segmento.