Raciocínio rápido

Depois da criação do Pizza Builder para a rede de pizzarias americanas Domino´s, surge “a resposta da Pizza Hut”, conforme publicado no Brainstorm9. A rede, em ação semelhante à desenvolvida pela concorrente, proporciona total interatividade com o usuário por meio de um programa chamado Pizza Hut Shortcut – uma espécie de cardápio virtual que, além de permitir a criação de novas pizzas, armazena o histórico dos pedidos.

Mesmo saindo atrás de seu concorrente ao oferecer um produto semelhante, a intenção da Pizza Hut, neste caso, é defender seu cliente da concorrência e impedir que a Domino´s alcance novos potenciais consumidores com uma ação inovadora. A inovação do vizinho pode ser uma tendência interessante e saber enxergar as novas oportunidades com rapidez e eficiência é a maneira de crescer no mercado e largar na frente da concorrência. 

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Erro de percurso?

Desde segunda feira a blogosfera e as principais páginas na web comentam sobre o maior desenho do mundo – um auto retrato do artista Erik Nordenenkar utilizando apenas um GPS transportado por diversos lugares do mundo.

“A DHL achou uma maneira no mínimo artisticamente moderna de comunicar que ela entrega qualquer pacote em qualquer lugar do mundo”, publicou o SimViral sobre a iniciativa. “Tem que ser da DHL”, estampou o Coletivo sem papas no título. 

 

A ação, primeiramente ovacionada pelos internautas, acabou de ser desmascarada pela Wired Magazineque publicou a confissão do autor. “É tudo ficção”, disse Erik. O primeiro post do blog UpdateorDie sobre o desenho recebeu diversos comentários de internautas apontando as razões que inviabilizariam o projeto.  

Isso me fez atentar para o fato de como os internautas estão cada vez mais ligados no que é real ou não. Hoje em dia não passa mais nada. Pergunto: será que se eles não ressaltassem esses “pequenos” detalhes, a campanha continuaria ganhando aplausos e o artista reconhecimento? E a marca da DHL, co-protagonista do vídeo, como fica a sua imagem depois dessa mentira? 

Mesmo sem se pronunciar até o momento, ela conseguiu ganhar visibilidade no espaço reforçando as principais características do seu serviço. Todo cuidado é pouco neste universo. Os internautas ganharam voz e, afinal de contas, falar e ouvir é uma das principais premissas do atual estágio da internet. Deixar as coisas acontecerem sem ao menos uma explicação para este público pode ser um fator crucial para o radar ser desligado e fazer com que a sua marca tome um rumo diferente do traçado inicial.  

Netno o quê?

A revista Época Negócios deste mês dedicou uma página inteira (link para assinantes) à netnografia (Netnography), nome dado aos estudos sobre o comportamento dos internautas em blogs e comunidades virtuais. 

O pai do termo, o americano Robert Kozinets, professor de Marketing na Universidade de York, no Canadá, foi um dos primeiros a perceber que o comportamento das pessoas muda na rede. Em 1996, Kozinets criou seus métodos de avaliar e analisar essa conduta – o que algumas empresas começam a fazer hoje, ao monitorar a imagem de marcas na web e descobrir o que pensam e desejam seus clientes e consumidores. 

Na era da web 2.0, esse trabalho torna-se tão necessário quanto desafiador. Afinal, interpretar opiniões de internautas nos mais variados espaços da rede pode ser perigoso: cada comunidade tem sua cultura, cada site tem um público, cada público tem uma linguagem e assim por diante. 

Nas palavras do próprio Kozinets, “o mundo real está se tornando cada vez menor com a facilidade de se achar e se criar comunidades sobre os mais diferentes assuntos”. E esse mundo começa, cada vez mais, a exigir atenção especial das empresas (leia os próximos posts, com alguns exemplos de ações diante deste cenário). Às vezes pode estar lá, nas entrelinhas da World Wide Web, a resposta para muitas questões que ficam em branco dentro das corporações.

E o futuro, como fica?

por Bento Abreu

Desde o advento da internet comercial, em meados dos anos 90, os futurólogos de plantão discutem sobre o que acontecerá com os jornais. Uma pesquisa recente realizada pela Zogby International para o Fórum Mundial de Editores e para a Reuters indicou a tendência dos jornais se tornarem gratuitos e mais analíticos.

Ao todo foram ouvidos 704 executivos de jornais do mundo inteiro, sendo que a maioria se mostrou otimista com o futuro de suas publicações, embora admita que os modelos de negócio ainda precisam de muitos ajustes para se adequarem à era digital.

Para 56% dos entrevistados, as notícias, tanto no meio papel, quanto em on-lines, serão disponibilizadas para o público gratuitamente no futuro. Há cerca de um ano, em levantamento semelhante, a opinião era compartilhada por 48% dos executivos. Outra informação importante é que cerca de 66% acredita que em 10 anos a forma mais comum de consumir notícias será por meio da internet e celulares.

Entre tantos dados, o que realmente está tirando o sono dos executivos é a diminuição constante, e até agora aparentemente irreversível, do número de leitores jovens. Enquanto não se chega a um consenso sobre como reverter a tendência, Kyle Bean, jovem designer norte-americano já ofereceu sua versão sobre o futuro dos livros… 

Ela está chegando…

por Vitor Pavarini

Você sabe o que é a Web 1.0? E a 2.0?

E se eu te dissesse que em menos de quatro anos a internet evoluiu mais um estágio e o burburinho em torno da 3.0 ou Web Semântica já começa tomar conta de jornais, blogs e fóruns? Hoje o jornal La vanguardia publicou uma matéria sobre esta nova etapa: a era da internet inteligente e personalizada. Resumidamente, a idéia consiste na transformação de informação em conhecimento através do cruzamento de dados armazenados, auxiliando dessa forma o internauta na tomada de decisões. 

“Por exemplo, se uma pessoa prepara um jantar importante e não tem idéia de vinhos, poderá perguntar a seu ‘agente inteligente’ na Internet – uma máquina de busca interativa, como um secretário virtual – com que bebida poderia acompanhar o prato que prepara. O agente lhe dará a resposta correta porque conhecerá os gostos do usuário e os de sua acompanhante, terá acesso a uma informação que classifica os vinhos em função da colheita e dos alimentos com que combinam bem. Para isso, toda a informação deve estar na Internet e armazenada de forma correta”, exemplificou o jornal.  

É a figura do RP 2.0 entrando em cena.  

Mesmo assim muitas empresas ainda não abriram os olhos para esta tendência de personalização, individualização e de uma comunicação peer-to-peer. Essa “inteligência artificial” vai muito além do mapeamento e identificação dos espaços-chave. Mesmo com uma atuação global, será imprescindível que as corporações mantenham uma conversa direta e customizada com cada consumidor.

Quem não estiver preparado para esta tendência corre o risco de sofrer o mesmo destino dos Tyrannosaurus Rex…Afinal, cada um tem seu próprio gosto! 🙂