O céu era o limite

Em agosto de 2007 a American Airlines se preparava para oferecer acesso à internet em vôos domésticos nos EUA. A novidade, realizada em parceria com a AirCell – fornecedora de sistemas de comunicações para aviação – já estava sendo testada. 

Quase um ano depois, a Info Online divulgou que os passageiros já podem acessar a rede em dois vôos da companhia. Embora cobrado à parte, a novidade oferece mais uma comodidade ao passageiro/internauta durante as viagens, tornando a internet um diferencial para agregar valor ao serviço prestado.

A estratégia por trás disso é uma resposta à alta dos preços dos combustíveis. Com a concorrência acirrada – quem vende mais barato leva – as empresas estão optando oferecer aos seus consumidores opções que estejam relacionadaà entretenimento e serviços de informação.

Bom para os dois lados.

No céu, no mar e na terra. É a internet alçando vôos – literalmente – mais altos.

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O dilema da Microsoft

 

Na última semana, foi costurado um acordo entre duas das maiores empresas da internet. Por meio de um termo de cooperação, ficou decidido que o Google passará a vender anúncios no sistema de buscas do Yahoo!. Na prática, o acordo evita que a oferta de compra da Microsoft seja bem sucedida neste momento e impede que o gigante da informática se estabeleça como um grande player da internet.

Apesar disso, o TechCrunch, um dos blogs mais respeitados da rede, noticiou que a Microsoft fez uma nova oferta para o Yahoo, mesmo após o anúncio da cooperação entre os dois gigantes da informática.

Mas o que isso pode significar? Por que essa obsessão por uma empresa que atua apenas na internet?

Há dois fatores envolvidos que determinam esse apetite pela gigante da internet. O primeiro e principal é tentar achar um novo filão de negócio, pois dois dos seus principais produtos – Windows e Office – enfrentam forte concorrência com sistemas operacionais gratuitos, e críticas de empresas que sempre utilizaram o programa, conforme você pode acompanhar em matéria da Business Week. Além disso, o mercado de publicidade na rede cresce cada vez mais, conforme nosso post de 09/06.

Outro fator importante e que deixa a empresa em alerta é a falta de alguém criativo que tome a frente dos novos projetos da empresa. O problema, que foi tema de um post no Zdnet, é a extrema dependência das idéias e do protagonismo de Bill Gates. Com isso, a empresa que antes era vista como pioneira e agressiva comercialmente, agora parece estar fechada em si.

Caso a oferta pelo Yahoo não seja bem sucedida, restará à Microsoft tentar fortalecer o MSN, seu portal on-line que nunca foi grande referência em busca ou publicidade. O fato é que ela não pode parar no tempo, sob o risco de ver seu poder se reduzir drasticamente.

Uma peça-chave na disputa eleitoral

por Vitor Pavarini e Bento Abreu

Em 24/3 publicamos um texto que ressaltava a inédita importância que a web assumiu na corrida presidencial dos EUA deste ano. Entre os pré-candidatos, ninguém se destacou mais do que Barack Obama, que obteve 90% de sua arrecadação por meio da internet (além de receber homenagens no YouTube de artistas famosos e de uma , que se tornou conhecida como Obama Girl).

Após Hillary Clinton desistir da corrida pela indicação do partido Democrata, o BlueBus publicou duas notas interessantes sobre a atuação na web do candidato. A primeira, divulgada nesta segunda, é uma análise do Google Trends que indica os três assuntos que mais mobilizaram a mídia norte-americana de meados de maio até o início de junho: IPhone 3G, “Sex and the City” e Barack Obama.

O gráfico (abaixo) mostra que o filme do seriado só ultrapassou o candidato durante quatro dias (período que antecedeu o lançamento e a data da estréia). No resto do tempo todos os holofotes estiveram direcionados para o primeiro negro com chance real de ocupar o cargo mais poderoso do mundo.

 

Hoje, o mesmo espaço noticiou que Obama está ampliando sua equipe de comunicação para “formar uma nova unidade, que vai se dedicar a combater rumores negativos e falsos que se espalhem através da internet.”

A medida confirma (ainda mais) a importância dada pelo candidato para a web durante a disputa. Até porque os estrategistas de Obama temem o “grande poder” dos integrantes do partido Republicano, que conseguiram deter o avanço de John Kerry na última eleição. Os próximos capítulos provavelmente criarão novos paradigmas em estratégias de comunicação.

Será um jogo interessante de acompanhar.

Enquanto isso no Brasil…

O Tribunal Superior Eleitoral ainda não tem um parecer definitivo sobre o papel da internet nas eleições municipais. Em extensa matéria sobre o caso, o Estadão divulgou que por enquanto “os candidatos só poderão fazer divulgação em página destinada exclusivamente à campanha”.

Essa é mais uma novela que está longe de terminar…

Comendo pelas beiradas

Já faz um tempo que a mídia especializada tem alertado que os investimentos publicitários na web devem superar os realizados em outros canais de comunicação. Segundo os dados do Projeto Inter-Meios divulgados pelo Adnews, o momento tão aguardado chegou: no primeiro trimestre de 2008 a internet ampliou sua participação e superou a TV Paga e a mídia exterior. 

A web atingiu 3,24% do bolo publicitário, enquanto a TV Paga ficou com 2,84% e a mídia exterior com 3,19%. Claro que a implementação da Lei Cidade Limpa na cidade de São Paulo acabou contribuindo para o resultado, afinal ela proibiu este tipo de publicidade no maior mercado do país. Mesmo assim não podemos deixar de considerar também o incrível aumento da venda de computadores, sobretudo na classe C. O IAB prevê que até o final do ano a participação chegue a 3,5%. 

A equação é simples: Quanto mais computadores, maior número de usuários e maior o interesse dos anunciantes no canal. A corrida começou a ficar interessante. Pelo visto ainda temos um longo caminho pela frente até, efetivamente, o primeiro lugar ser alcançado.

Vitrine para os jornalistas

por Vitor Pavarini e Ricardo Leite

Desde a primeira fase da internet (a chamada 1.0), o website de uma empresa sempre foi a porta de entrada para a construção de uma boa imagem diante dos internautas e públicos específicos. Mesmo no atual estágio (a 2.0), ele continua sendo o segundo canal de comunicação que mais influencia a decisão de compra (veja gráfico abaixo).

Com o “boom” no desenvolvimento de várias ferramentas, saber identificar qual se encaixa perfeitamente na sua necessidade é fundamental. O beneficio da utilização dessas tecnologias de uma maneira correta certamente contribuirá para uma ótima divulgação e assimilação das vantagens dos seus produtos e serviços. 

 

 

Quando o internauta quer saber determinada informação sobre uma empresa, qual é o caminho que vem na sua cabeça? Provavelmente você pensou em digitar no Google para descobrir o site que procura, certo? Pois é… Uma vez lá dentro, prender a atenção do internauta oferecendo conteúdo customizado às suas necessidades pode determinar o sucesso ou o fracasso na hora de passar uma mensagem.  

Para os jornalistas, por exemplo, o velho modelo de sala de imprensa – aquele com releases e um telefone de contato – pode estar com os dias contados.

Em recente webcast promovido pelo Comunique-se, Rodrigo Azevedo, presidente e criador do portal, comprovou por meio de pesquisas que as salas de imprensa são fundamentais para uma boa comunicação entre a empresa e a imprensa. Mais de 92% dos jornalistas pesquisados afirmam que procuram informações sobre a empresa nos sites e 93% acham que a empresa deve destinar aos jornalistas um espaço para atendê-los com mais conteúdo do que apenas alguns releases e o telefone do assessor. 

Pesquisas como estas comprovam que a Sala de Imprensa não é apenas mais uma seção dentro de um site, ou um mal necessário. É uma ferramenta estratégica fundamental para estabelecer uma boa relação entre cliente, consumidor e jornalista.

Caso Ovomaltine: sucesso na web 2.0

 

A saída do Ovomaltine tipo Suíço do mercado brasileiro mexeu com os ânimos dos fãs do achocolatado. E foi a web, claro, o meio escolhido pelos mais aficionados para divulgação de reclamações e manifestos contra a marca. 

Durante alguns dias, o site BlueBus publicou mensagens de consumidores infelizes com a ausência do produto nas prateleiras. “Meu café da manhã ficou órfão”, disse um. “Eu era um consumidor diário e tenho saboreado o pouco que me resta”, lamentou outro. Comunidades surgiram no Orkut e começou a confusão: todos pedindo Ovomaltine tipo Suíço de volta.

No entanto, em uma ação rápida e eficiente, o bafafá logo foi acalmado – e tudo via web. Em e-mail enviado ao BlueBus, Danilo Nogueira, responsável pela marca Ovomaltine na América Latina, deu o parecer da AB Brasil (fabricante do achocolatado no Brasil) sobre o fim da produção e recebeu elogios até dos mais desapontados.

Em conversa com a Máquina Web, Danilo explicou que, independentemente do canal que o consumidor usa para se expressar – internet ou outros meios -, sua opinião é levada a sério pela AB Brasil. Os fãs do Ovomaltine no Orkut – mais de um milhão, segundo ele, com 445 comunidades relacionadas – são sempre ouvidos pela empresa. “Com freqüência entramos nas salas de discussão para escutar”, diz. 

O caso Ovomaltine é um exemplo de como uma ação rápida na web 2.0 pode ser eficaz para evitar ruídos negativos na comunicação de uma empresa. Ainda são poucas as organizações que, frente a um problema, têm a coragem de se manifestar na rede. Mas Danilo mostrou que isso é possível e, se feito da maneira correta, pode gerar repercussão bastante positiva para a marca.

Em tempo: o único Ovomaltine que deixa de ser fabricado é o tipo Suíço, devido ao seu baixíssimo market share no setor de achocolatados. Já o sabor Chocolate com Flocos Crocantes (que faz o famoso milk shake do Bob’s) e o Chocolate Fino continuam firmes e fortes no mercado.