Solidariedade virtual

A tragédia que vem ocorrendo em diversas cidades de Santa Catarina recebeu grande atenção da mídia nos últimos dias.

 

Porém, algo que chamou atenção durante esta cobertura feita pela mídia offline foi a união (paralela a outras iniciativas) de diversos blogs em busca de ajudas humanitárias para as pessoas que estão desabrigadas e que sofreram perdas durante os acontecimentos.
Entre os espaços que divulgaram o caso, há vários blogueiros influentes no meio, como o Mundo Tecno, Efetividade e o Brogui. Além deles, centenas de outros blogs que também se engajaram na campanha. 

 

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A capacidade de união na web impressiona.

Espaços que abordam assuntos totalmente diferentes se unem em busca de um mesmo objetivo. Essa capilarização da informação em diversos ambientes, conhecida como efeito cauda longa, contribuiu para a massificação da informação. É muito difícil que três ou quatro veículos concorrentes entrem em uma mesma campanha ou que as televisões façam o mesmo.
Dependendo da situação, este tipo de iniciativa é mais comum do que se imagina… 

 

 


Ajude você também:

As contas bancárias da Defesa Civil são:
Caixa Econômica Federal – Agência 1277, operação 006, conta 80.000-8
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
BRADESCO S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57.

 

Inovações para a vida

 

  1. Energia Solar – com os painéis cada vez mais finos e adaptáveis em diversas superfícies, eles terão um custo reduzido e poderão ser impressos e aplicados em qualquer lugar;
  2. Bola de cristal – o aparelho irá monitorar a saúde dos seus donos a partir de análises de DNA que poderão indicar riscos de saúde e o potencial surgimento de doenças genéticas e/ou hereditárias;
  3. Fale com a web – semelhante com o aplicativo já desenvolvido par aos usuários do iPhone, você utilizará comandos de voz para navegar pela internet; Esta tecnologia permitirá pessoas com deficiências de visão ou de movimentos acessarem a rede;
  4. Posso ajudar? A criação de um consultor ou assistentes virtuais auxiliarão o internauta na hora de decidir uma compra;
  5. Lembre-se – graças ao GPS dos telefones celulares e câmeras e microfones que estarão espalhados por todos os lugares, todas as suas atitudes serão vigiadas e alimentadas em um banco de dados. Sempre que “sair da rota”, você receberá uma mensagem para corrigi-la.

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Estas são as cinco inovações, divulgadas pelo Next Five in Five – estudo realizado anualmente pela IBM – que, segundo a empresa, deverão transformar as nossas vidas.
Será?

+ no IDG Now!

E lá na frente…

Mesmo com a crise, internet ainda manteve seu crescimento em números de usuários, intensidade e variedade de uso. Em texto para o IDGNow, Marcelo Coutinho, diretor-executivo do IBOPE Inteligência, divulgou alguns resultados de pesquisas sobre este universo que sinalizam boas perspectivas para a rede em 2009: 

 

  • Hoje são 42 milhões de usuários com mais de 16 anos no Brasil, contra 22 milhões no final de 2003;
  • Entre os internautas domiciliares o crescimento passou de 8,7 milhões para os 24,4 milhões em setembro deste ano;
  • O IBGE apontou que o número de domicílios conectados mais do que dobrou: eram 5,6 milhões em 2003, contra 11,3 milhões em 2007.  

“Dificilmente teremos algum retrocesso no próximo ano, exceto se a crise financeira alcançar dimensões realmente catastróficas. Mais provável é um cenário de crescimento moderado em relação ao verificado no passado recente, mas com algumas mudanças em termos de modelos de negócios e comportamento dos usuários”, finaliza Coutinho.

Mesmo com esse horizonte favorável, alguém ainda duvida da importância da web em todos os aspectos?

+ textos no blog da Máquina:
O poder da blogosfera
Já contribuiu hoje?

Realidade da web

A notícia publicada na última quarta-feira na Folha Online, sobre o fechamento do Lively – rede virtual que o Google criou para concorrer com o Second Life – gerou uma onda de incerteza sobre o futuro da realidade virtual na web. Será que isso realmente é viável?

Quando o Second Life foi lançado, em meados de 2006, muito se falava que esse era o futuro da internet. O universo significaria um avanço na maneira com que as pessoas e as empresas se comunicariam na rede.

Vista do Masp no Second Life completamente vazio.

Vista do Masp no Second Life completamente vazio.

Com o passar do tempo e algumas promessas não transformadas em “realidade”, o Second Life se estabilizou e começou a mudar seu foco. Atualmente o metaverso investe no desenvolvimento de ferramentas e ambientes voltados para a educação e pesquisas. Algumas empresas, que se instalaram no universo 3D em seu boom inicial começaram a sair do espaço.

Falta de interatividade é um ponto crucial para o sucesso de alguma ação neste tipo de ambiente. Deixar o avatar sozinho, nem que seja por um minuto, pode determinar a continuidade do projeto e, até mesmo, a repercussão em outros ambientes da web. Caso contrário…


Em contrapartida, nota-se que cada vez mais os internautas se aglutinam em redes sociais, como o Orkut e o Facebook, e buscam uma total interação com outros ambientes da blogosfera. A iniciativa do Google era justamente inserir um universo 3D nos locais mais freqüentados na web. “Nem todas as apostas podem dar certo”, afirmou o gigante da internet ao comunicar o fim do Lively.


Será que não há espaço para a realidade virtual ou uma segunda vida na web? Será que o caminho é apenas pelas redes sociais tradicionais e não a realidade virtual? Acertos e erros marcam diariamente alguém que se aventura neste meio. A diferença entre um e outro está em assumir a derrota, aprender com os erros e partir para a próxima
 empreitada.

Do BETA para o mercado

por Rachel Buzzoni

Durante o evento CEO Summit, realizado em 18/11 pela Endeavor, a mesa redonda composta Francisco Amaury Olsen, presidente do grupo Tigre S.A; Artur Grynbaum, presidente do Boticário e Alexandre Hohagen, diretor do Google na América Latina focou sua discussão sobre o poder da inovação.

Em meio a diversos comentários, depoimentos e relatos, o grupo debateu a importância do processo inovador em seus negócios, os riscos realizados e descreveu modelos de gestão.

Alexandre Hohagen, da Google Brasil, explicou que muitas vezes o processo de inovação não está voltado apenas para a criação de novas tecnologias, mas também no modelo de gestão e retenção de talentos.

Atualmente, o Google acredita que a sociedade está na época BETA, na qual há um estímulo para os engenheiros criarem, mas quem tem mais capacidade para isso são os próprios usuários.

Para finalizar, ele deixou para a platéia o dilema que muitos diretores da Google – e de outras empresas – possuem: qual o ponto correto da inovação? Focar nos produtos betas já criados ou incentivar os funcionários a criarem novos produtos diariamente?

Já contribuiu hoje?

Em diversas postagens publicadas aqui no Blog Máquina 2.0, ressaltamos a importância das redes sociais no modelo de negócios dos grandes portais. Certo que esse tema desperta o interesse de boa parte dos internautas, qual o real futuro do ambiente que revolucionou nosso conceito de mídia?

O caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, publicou semana passada uma entrevista com Jean François Fogel, diretor de internet do jornal francês Le Monde na qual defende que os sites de noticias precisam adotar ferramentas semelhantes aos sites de relacionamento. Não apenas pela interatividade e integração que estes espaços representam, mas porque o novo público, não aceita apenas em ser o receptor da notícia, ele quer contribuir.

Fogel ainda afirma que os grandes portais tendem a migrar para a estrutura das redes sociais. E ai fica a pergunta: e os jornalistas como ficam nessa história?

“Do jeito que estão, mas só se quiserem”, afirma o diretor.

Agora, além de uma concorrência direta é preciso aprender a lidar com a audiência participativa. Cada vez mais o publico começa a exigir mais participação nos espaços, contribuindo com informações e não se satisfaz apenas sendo um espectador. “Eles precisam participar, se impor, ou até se indispor com o que foi divulgado”.

Com essas mudanças, a interação entre jornalistas e o mundo virtual será indispensável. Saber cada vez mais quem é seu público e, principalmente, saber vê-lo como um colaborador e não como concorrente é fundamental. 

Dentro deste modelo, Fogel divulgou o espaço colaborativo criado pelo Le Monde, o chamado Le Post. Ele conta que o ambiente está mais voltado para os jovens e adverte: “este público de hoje poderá modificar o modelo de empresa amanhã”.

Um gigante pouco confiável

Participei, na última quarta-feira, de uma sabatina promovida pela Folha de S. Paulo com o fundador da Wikipédia, Jimmy Wales. Neste evento, Jimmy contou como foi a criação da maior enciclopédia colaborativa existente no mundo e os atuais desafios da sua fundação, a Wikimedia Foundation.

 

Hoje, o que mais impressiona na enciclopédia é o seu tamanho: o número de verbetes é dez vezes maior que a quantidade contida na Britannica. Além disso, outro ponto forte do espaço é a participação dos internautas no gerenciamento de todo conteúdo.

 

Questionado sobre a veracidade das informações divulgadas na enciclopédia, Wales foi enfático: “a Wikipédia não é uma fonte de busca tão confiável quanto um livro ou um dicionário”. “A procura de métodos que minimizem a taxa de erros é uma das nossas prioridades”, acrescenta. Esse ponto, aliás, foi um dos mais abordados durante o evento. Wales afirma que a Wikipédia não pode ser a fonte principal de uma pesquisa escolar, mas que pode ser importante para agregar cultura a toda uma sociedade.

 

Wales também ressaltou que não pretende aceitar anúncios publicitários no espaço. “Ainda não dependemos dessa receita para continuarmos a tocar o negócio. Isso não iria de encontro com o que é pensando na Wikipédia”. Ele acredita que apenas pelas doações e o potencial do contéudo gerado pelos internautas ele conseguirá manter a enciclopédia rentável.

 

+ informações e vídeos da sabatina aqui.